Pesquisa realizada pelo Instituto Chiusoli para o Sebrae Londrina comprova o alto potencial de consumo na Avenida Saul Elkind e o nível de independência dos moradores da zona norte da cidade em relação ao centro. Por exemplo: dos 34,7% de entrevistados que afirmam comprar material de construção, 80% o fazem em um dos 19 estabelecimentos do ramo localizados naquela avenida. O estudo compreende 3.600 metros da via, entre a Rua Francisco Arruda e a Guilhermina Lahma. São 456 empresas no trecho. Foram entrevistadas 404 pessoas que caminhavam pela avenida em outubro do ano passado, sendo que 91,1% delas eram moradoras da zona norte.
O levantamento revela que pouca gente usa o comércio do centro da cidade e muito menos os grandes shoppings. No caso de material de construção, por exemplo, somente 3,6% vão ao centro para comprar esses produtos; 14,3% os adquirem no próprio bairro ou em outros bairros e outras cidades. Dos 95,8% que consomem sapato, quase 60% usam uma dos oito lojas especializadas daquele trecho da Saul. Somente 26,1% preferem o centro, 4,1%, o Catuaí Shopping, e 4,1%, o Londrina Norte Shopping.
Somente 2,2% frequentam supermercados do centro, sendo que 77% compram num dos 9 estabelecimentos da própria avenida; 16,2% vão aos supermercados dos bairros onde moram. Dos que compram produtos e serviços de farmácias e academias, 71,9% também preferem os estabelecimentos da Saul.
Pouco mais da metade (52,2%) dos entrevistados disseram consumir móveis e eletrodomésticos, sendo que 61,1% compram esses produtos na avenida, e somente 30% vão ao centro para isso; 1,4% dizem preferir o Londrina Norte. Dos 39,6% que revelaram comprar produtos e serviços automotivos, 54,4% preferem a Saul e 13,8% o próprio bairro. Só 13,8% vão ao centro.
Pouca gente se dirige ao centro para cuidar do cabelo: 53,7% vão a um dos 18 salões de beleza da avenida, 31% nos dos bairros onde moram e somente 6,5% ao centro.
Na hora de comprar roupa, muita gente ainda vai ao centro: 38,2% dos 95,3% que disseram comprar esses produtos. Mas, na Saul, compra-se um pouco mais: 39%. O Londrina Norte, inaugurado há menos de dois anos, absorveu 9,1% da demanda e o Catuaí, 3,9%.
O consultor do Sebrae Rubens Negrão diz que chamou sua atenção a avaliação positiva que os consumidores têm em relação à avenida. De zero a dez, os entrevistados deram nota 8,4 para o horário de atendimento do comércio local; 8,2 para a variedade de produtos, 7,9 para a qualidade de produtos, 7,8 para o atendimento, e 6,9 para os preços. Deixa a desejar a questão do lazer, que recebeu 4,8, os estacionamentos (5,1), a segurança (5,7), a conservação da rua (4,2) e os banheiros públicos (1). "Quando a gente fala em centros comerciais, poucos têm avaliação tão positiva quanto os que foram bem avaliados na Saul", diz ele.
Responsável pela pesquisa, Cláudio Luiz Chiusoli diz que o resultado é o "retrato da dimensão da Saul" atualmente. Segundo ele, trata-se de uma "cidade" que precisa ter um olhar de carinho sobre ela.

Imagem ilustrativa da imagem Pesquisa mostra potencial do comércio da Saul Elkind
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