Pesquisa mostra piora do mercado
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segunda-feira, 04 de junho de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
As estimativas de inflação foram revistas para cima e as previsões para o crescimento da economia neste ano reduzidas em pesquisa semanal divulgada ontem pelo Grupo de Comunicação Institucional do Banco Central (BC). As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) fechado no ano elevaram-se dos 5,02% do levantamento anterior para 5,27%, enquanto as apostas em torno da taxa de crescimento da economia eram diminuídas de 4% para 3,55%.
O cenário é ainda mais cinza nos dados apurados em cinco instituições mais bem pontuadas pelo BC em razão do fornecimento de informações mais precisas nos últimos quatro meses. A expectativa média para o IPCA colhida pelo BC nesse grupo de bancos e empresas de consultoria foi revisada dos 5,31% para 5,92% neste ano e as perspectivas para o desempenho da economia foram reduzidas dos 3% do levantamento anterior para 2,6%. A projeção de inflação, nesse caso, está apenas 0,08 ponto porcentual abaixo do teto de 6% da meta de inflação fixada para este ano.
Para 2002, o mercado renovou a aposta na possibilidade de o IPCA ficar em 3,8%. No grupo das cinco instituições mais bem pontuadas pelo BC, houve até mesmo uma pequena redução da média das projeções para o IPCA de 3,7% para 3,66%. Para a atividade econômica, as estimativas obtidas na pesquisa finalizada pelo BC na última sexta-feira foram revisadas dos 4% da pesquisa anterior para 3,8%.
A média das previsões para o crescimento econômico do grupo de cinco instituições mais bem pontuadas pelo BC reduziu-se, ao mesmo tempo, de 4,1% para 3,5%.
Para o câmbio, as projeções de mercado colhidas pelo BC na semana passada apontavam para a possibilidade de o real vir a ser cotado frente ao dólar norte-americano no fechamento do ano R$ 2,20. No levantamento anterior, a média das estimativas para a taxa de câmbio no fim deste ano estava ainda em R$ 2,17.


