Agência Estado
De São Paulo
O Índice de Confiança da Indústria no mês de outubro ficou em 3,7 com uma queda de 5% em relação a setembro, segundo pesquisa divulgada ontem pela Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) que envolveu 411 empresários. Este foi o menor índice atingido até agora desde a criação desta pesquisa, em julho deste ano. Nesse período, esse índice atingiu 3,8, permaneceu inalterado em agosto e subiu para 3,9 em setembro, recuando em outubro para 3,7.
De acordo com a diretora do Departamento de Pesquisas de Estudos Econômicos da Fiesp, Clarice Seibel, em outubro todos os componentes do índice pioraram, com exceção da avaliação da atuação do governo federal na condução do País, cuja a nota passou de 3,8 em setembro para 3,9 em outubro.
A conjuntura internacional para o Brasil teve nota 4,8, contra 5 em setembro. A nota da situação econômica do Brasil hoje caiu de 4,3 para 4,1. A situação política recebeu 3,1 contra 3,4 em setembro. Por último, a situação social hoje teve sua nota diminuída de 3 para 2,7. A avaliação das perspectivas para o Brasil daqui a um ano também recuou passando 5,2 para 5.
O Índice de Avaliação de Gestão Governamental, por outro lado subiu de 3,9 para 4. A maioria dos itens deste índice tiveram melhora como por exemplo a política de juros, cuja a nota passou de 3,9 para 4,3. A política de incentivo a exportação recebeu nota 4,2, contra 4,1 em setembro. A avaliação da capacidade de liderança do processo político também melhorou, crescendo de 3,7 para 3,9. Também melhorou a nota da política de desenvolvimento e crescimento, passando de 3,5 para 3,7. A imagem do Brasil no mercado internacional permaneceu inalterada com nota 4,8. O mesmo aconteceu com a política de comercio internacional, cujo o índice permaneceu em 4,3. Recuaram apenas os índices de política cambial, que caiu de 4,6 ara 4, e de solução dos problemas sociais, que baixou de 2,8 para 2,6.
Clarice Seibel destacou que esse índice de avaliação de gestão governamental voltou ao patamar obtido em julho. Em agosto esse índice tenha recuado para 3,8 e subiu para 3,9 em setembro. Dentro dos componentes do índice, Seibel destacou a melhora da avaliação da política de juros e a queda da avaliação da política cambial. Segundo ela, para os empresários da indústria paulista, há muita preocupação em relação a taxa de cambio, que nos últimos dias tem ficado em torno de R$ 2,00.
De acordo com a pesquisa da Fiesp, 72% dos empresários consultados se disseram muito preocupados com essa taxa, contra 21% que se disseram poucos preocupados, 5% foram indiferentes e 2% mostraram despreocupação. Clarice Seibel afirmou que, para os que se mostraram preocupados com o câmbio, há temor de volta de inflação, aumento de custos e de queda na demanda doméstica.Índice de confiança apurado junto a 411 empresários tem sua maior desde julho
Arquivo FolhaRAIO XPesquisa mostra que, para a indústria, todos os componentes do índice de confiança pioraram, com exceção da avaliação da atuação do governo na condução do País

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