Pesquisa mostra comércio otimista
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de janeiro de 2003
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba A maioria dos comerciantes do Paraná está confiante nos novos governos estadual e federal e, como consequência, acredita que o desempenho do setor no primeiro semestre deste ano deva crescer em relação ao mesmo período do ano passado. A conclusão é resultado de uma pesquisa de opinião feita pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), junto a 199 empresários de todo o Estado, nos últimos dois meses do ano passado.
De acordo com a pesquisa, 77,16% dos entrevistados se disseram otimistas. Destes, 51,97% afirmaram que têm expectativa de que as vendas serão entre 5% a 10% superiores em relação ao primeiro semestre de 2002. ''Acredito que esse número já seja maior, porque durante a eleição as pessoas ainda tinham certo medo do que o Lula faria'', analisa o presidente da Federação, Rubens Brustolin.
Em campanha, o governador Roberto Requião se comprometeu, em reunião na Associação Comercial do Paraná (ACP), a isentar as microempresas do pagamento do ICMS. Segundo Brustolin, as 120 mil microempresas beneficiadas representam só 2% da arrecadação do Estado. ''Mas como o Estado não precisará mais fiscalizar essas empresas, poderá redirecionar a fiscalização para as grandes''.
O otimismo dos empresários é ainda mais significante, segundo Brustolin, se comparado à penúltima pesquisa feita pela Fecomércio, no primeiro semestre de 2002. Na época, 71,74% dos comerciantes disseram acreditar em crescimento das vendas no segundo semestre. ''É diferente porque agora o comércio não tem as expectativas de vendas das festas de final de ano, mas mesmo assim apostou num crecimento maior'', diz.
Esta é a terceira pesquisa de opinião feita pela federação no Estado. Nas duas últimas apurações, a maioria dos comeciantes citou a carga tributária elevada (73,37%) e os encargos sociais incidentes sobre a folha de pagamentos (55,28%) como as principais dificuldades do setor.


