Uma pesquisa feita junto aos lojistas de todo o Estado entre os dias 30 de abril e 10 de maio mostrou que as vendas ainda estão fracas no comércio paranaense. As vendas tiveram queda média de 2,47% em abril sobre o mês anterior e redução de 1,45% se a comparação for feita com o ano passado. De todos os lojistas entrevistados, metade disse que os resultados negativos ainda refletem a influência da desvalorização cambial.
‘‘Com a desvalorição houve um inevitável aumento de preços, principalmente nos produtos importados’’, afirmou ontem o presidente da Federação das Câmaras dos Dirijentes Lojistas do Paraná, Nelson Paulo Cunha Castro Júnior. Ele disse que os comerciantes estão trabalhando para conseguir manter os mesmos índices de vendas do ano passado.
A estabilização das vendas em patamares reduzidos foi verificada ainda nas semanas que antecederam o Dia das Mães. A pesquisa feita pela Câmara dos Dirigentes Lojistas mostrou que 63% dos lojistas disseram que não houve alteração no faturamento de maio deste ano com o Dia das Mães do ano passado. As lojas aumentaram a oferta de descontos para atrair a clientela.
A pesquisa indica ainda que as regiões Norte e Noroeste tiveram as maiores quedas nas vendas em abril. A cidade-pólo da região, Londrina, teve redução de 2,77%, enquanto Maringá registrou retração de 2,94%. A região metropolitana de Curitiba apresentou a menor queda, com 1,96% sobre as vendas de março.
O setor que mais sofreu com o desaquecimento no comércio foi o de autopeças (-3,6%) e o de eletroeletrônico (-3,3%). A população também está comendo menos e deixando de comprar roupas novas. A queda no segmento de alimentos foi de 3,1% e, no vestuário, de 2,5%.
Quanto à inadimplência, os percentuais têm mantido uma estabilidade em relação aos meses anteriores. O maior índice está no setor eletroeletrônico, com 9,1%, seguido do vestuário, com 7,5%.

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