Pesquisa mostra brasileiro mais otimista e gastador
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quinta-feira, 03 de julho de 2003
Marcia Furlan<br> Agência Estado 
São Paulo A quarta edição da pesquisa realizada pelo Ibope Mídia sobre hábitos de consumo revelou que a confiança dos brasileiros, medida por meio de um critério de pontuação, passou de 106 pontos no período de setembro de 2001 a maio de 2002 para 100 pontos no período de novembro de 2002 a março deste ano. Na mesma base de comparação, a perspectiva para os próximos seis meses subiu de 161 pontos para 168 pontos.
Das 11 regiões metropolitanas pesquisadas (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília, interior de São Paulo e das regiões Sul e Sudeste), Brasília foi a que demonstrou o maior índice de otimismo, seguida por Belo Horizonte e Porto Alegre. Fortaleza é a capital menos otimista, com apenas 84 pontos.
A pesquisa do Ibope, que consistiu na aplicação de 10 mil questionários contendo mil perguntas, visa levantar informações principalmente ao mercado publicitário e aos meios de comunicação sobre o comportamento do brasileiro, servindo como referência para as estratégias mercadológicas. Os dados refletem o comportamento de um contingente de 57 milhões de pessoas, entre 12 e 64 anos. As informações abordam desde o tempo médio gasto nas ligações telefônicas até o consumo de café.
A elevação dos índices de confiança pode ser verificada no volume de pessoas que deseja comprar um imóvel nos próximos seis meses. Perto de 14,9 milhões de pessoas, ou 26% da população das regiões pesquisadas, têm esse plano. Destes, 57% pretendem comprar casas; 23% optariam por apartamentos; 11%, terrenos; e 6%, qualquer imóvel. Os apartamentos são a preferência da maior parte das classes A e B e as casas da classe C. Nas classes D e E, a intenção é adquirir terrenos.
Outras informações reveladas pelo levantamento são de que o sistema de consórcio foi a forma de compra preferida por 14% das pessoas que adquiriram carros no período. E os serviços mais utilizados em postos de gasolina pelos frequentadores, além do próprio combustível, são o lava-rápido (49%), o ar (43%), a borracharia (20%) e o caixa automático (20%).
Cartão de crédito O Ibope revelou também que, nos últimos anos, o gasto dos brasileiros com cartão de crédito cresceu cerca de 40%. Na primeira pesquisa, em 1999, eles desembolsavam nas compras com o plástico em média R$ 238 por mês. Na segunda, passou para R$ 281; na terceira, caiu para R$ 270 e na mais recente chegou a R$ 332.
Em média, os brasileiros destas regiões gastam todos os meses R$ 264 em lojas de departamentos. Os clientes do Magazine Luiza são os que mais gastam neste segmento varejista, em média R$ 383 por mês, seguido pelos das Casas Bahia (R$ 339); do Ponto Frio (R$ 315); Casa e Vídeo (R$ 312). O frequentador da Casas Pernambucanas é o que menos gasta: R$ 277.
A mesma pesquisa, chamada de Target Group Index, é aplicada em 51 países, com adaptações, e por isto serve como subsídio para empresas que possuem marcas globalizadas. O Brasil é o segundo País mais otimista da América Latina, perdendo apenas para o México. A pesquisa revelou que a Argentina é o país mais pessimista.
O instituto está encerrando a tabulação dos dados da chamada segunda onda da pesquisa, feita entre abril e julho deste ano, e deu início à apuração de campo da quinta edição. Os dados são comercializados para a maioria das grandes agências de propaganda.


