Pesquisa mede índice de felicidade em Maringá
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Eli Araujo<br> Reportagem local 
O povo maringaense é feliz. Esta é a conclusão de uma pesquisa que mede o índice de felicidade em Maringá, cidade pólo no Noroeste do Estado. A pesquisa é realizada mensalmente pelo Departamento de Economia da Universidade Estadual (UEM) em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim) e faz parte de um estudo mais abrangente que mede o índice de confiança do consumidor.
O trabalho é coordenado pelo professor e economista Joilson Dias, que fez doutorado nos Estados Unidos e tem amplo conhecimento de pesquisas econômicas realizadas em âmbito internacional. Segundo ele, o índice de felicidade já é medido em termos nacionais em quase todos os países, e Maringá é a primeira cidade do mundo a realizar tal pesquisa de maneira local. ''A metodologia foi adaptada e a grande vantagem é que estes índices podem ser comparados internacionalmente'', afirma o professor.
O economista explica que a pesquisa é de auto-avaliação, ou seja, as próprias pessoas atribuem notas de zero a dez para a própria felicidade. Nos últimos meses, o índice de Maringá tem variado entre 7,5 e 8 o que, segundo o professor, ''é altíssimo, só comparado a países de Primeiro Mundo''. Mas ele está impressionado mesmo é com o aumento do número de pessoas que dão a nota máxima, que passou de 25% para 32% no final do ano.
A pesquisa tem três características predominantes. ''Algumas pessoas dão mais importância à relação familiar, outras dão mais importância à saúde e outros ainda às questões financeiras. A pessoa pode até ter um problema momentâneo financeiro ou de saúde, e mesmo assim ser uma pessoa feliz'', afirma.
Dias explica que a felicidade, mesmo parecendo algo abstrato, passou a merecer atenção especial dos grandes centros de pesquisa de economia em todo o mundo, recebendo um tratamento científico. ''O que nós verificamos é que não são apenas os bens econômicos que causam a felicidade, e que as pessoas, por serem felizes, são mais produtivas''.
E cita ainda que a pesquisa chegou a outras conclusões. ''Nós ajudamos a comprovar que as pessoas mais produtivas têm menos problemas de saúde e que ser feliz é um estado de espírito que influencia no seu trabalho, no seu relacionamento com as demais pessoas, no seu ambiente, ela se preocupa com os outros e isso para nós é muito importante''.
Segundo o professor, o primeiro país a medir os índices de felicidade foi o Butão, na década de 1970. O pequeno país localizado entre a Índia e a China não apresentava problemas de ordem econômica ou social e o presidente resolveu, então, criar um índice para medir a felicidade do povo.


