Estudo realizado no final de junho com nove dos maiores bancos do Brasil e casas de câmbio em quatro cidades - Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo - revelou os melhores lugares para comprar e vender dólar e euro antes de viajar para o exterior. O levantamento foi feito pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste).
Conforme o estudo da entidade, os bancos ofereceram as menores cotações para a compra das moedas, mesmo que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) seja cobrado à parte pelas instituições financeiras. Na data da pesquisa, o Banco do Brasil mostrou a cotação mais atraente.
As casas de câmbio incluem o imposto na cotação. O levantamento da Proteste conseguiu constatar que, nestas empresas, vender dólar e euro é o melhor negócio.
''É melhor comprar dólar e euro no banco e vender pela casa de câmbio porque o banco oferece taxas mais baixas para o público comprar moeda, e taxas relativamente mais baixas também para quem quer vender moeda estrangeira para o banco (aquele dinheiro que sobra de viagens internacionais, por exemplo). Enquanto que, na casa de câmbio, se verifica justamente o contrário'', esclarece a economista da Proteste, Verônica Dutti-Ross.
Em Curitiba, as casas de câmbio apresentaram o mesmo procedimento dos bancos, ou seja, IOF não incluso na cotação. A taxa do referido imposto é de 0,38% sobre o valor desejado.
Faça a cotação
Segundo a economista, o consumidor pode seguir o mesmo procedimento da associação para fazer cotações de compra e venda de moeda estrangeira. Os bancos e casas de câmbio foram consultados pela Proteste no mesmo dia e em um intervalo máximo de uma hora.
No site do Banco Central, há uma relação de todos os bancos e casas de câmbio autorizadas no Brasil. Os valores podem ser informados por telefone.
No entanto, a tendência costuma ser a mesma: melhor comprar nos bancos e vender nas casas de câmbio. Verônica diz que o estudo é realizado há dois anos pela associação e os resultados se repetiram.
Variações
A economista explica que os valores da cotação variam de empresa para empresa de acordo com o interesse dos bancos e das casas de câmbio em lucrar com aquela operação. ''É uma questão de estratégia. Às vezes a empresa prefere focar em outras operações mais lucrativas.''
''Para a maioria dos bancos, não precisa ser correntista para comprar ou vender'', Verônica avisa. Já para algumas das maiores instituições financeiras privadas, por exemplo, é preciso ser correntista e ainda é cobrada uma taxa extra entre R$ 60 e R$ 77 sobre qualquer valor.
Levar o quê?
Lá fora, a economista recomenda ao viajante levar uma quantidade pequena em moeda manual para despesas menores e concentrar os gastos mais relevantes em um cartão de débito pré-carregável, que tem a alíquota de IOF menor que a do cartão de crédito. O cartão de crédito também deve ser levado na carteira, mas utilizado somente em emergências e imprevistos.

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