Curitiba As características mercadológicas dos supermercados mudaram muito nos últimos anos em Curitiba. A cidade passou a receber grandes redes, que tornaram o setor mais competitivo e mais abrangente. Com isso, mudou também o comportamento do consumidor. E para descobrir o que mudou entre essas pessoas, a SoftResearch, um instituto privado de pequisas, traçou o perfil e os hábitos dos responsáveis pelas compras em suas casas.
As mulheres continuam a maioria dentro dos supermercados e também são as que mais batem perna atrás de promoções. A pesquisa mostrou que em 79% dos lares, as mulheres são as responsáveis pelas compras. Desse total, 43% buscam por ofertas e promoções e por isso compram em vários supermercados diferentes. Isso mostra que a maior parte dos curitibanos não é fiel a um único estabelecimento, fazendo questão de buscar o melhor preço.
A pensionista Rosali Kataya é um exemplo da falta de fidelidade. Ela conta que faz uma compra grande por mês no local onde ela encontra os melhores preços. E, mesmo assim, vai toda semana a vários supermercados para aproveitar os dias de oferta. E Rosali está justamente na faixa da classe média, que segundo a pesquisa possui o hábito de fazer compras mensais grandes. Cerca de 60% das pessoas dessa faixa abastacem a casa para o mês todo.
A pesquisa ressalta que 38% das pessaos não escolhem um dia específico para ir ao mercado, se orientando mais pelas ofertas do que pelo custume. ''Entre as pessoas que têm um dia específico para fazer compras, o campeão é o sábado, com 34% da preferência. Isso acontece porque as pessoas não têm tempo durante a semana, principalmente entre as classes mais baixas'', explica o diretor de informações e mercado da SoftResearch, Gustavo Bizelli.
Um outro ponto interessante da pesquisa é o fato de as pessoas estarem optando cada vez mais pelos hipermercados e deixando os tradicionais supermercados para compras de conveniência (pequenas compras). Segundo a pesquisa, os quatro estabelecimentos mais usados pelos consumidores são grandes redes. Segundo Bizelli, isso acontece porque a maior parte desses locais é desenhada para atender um público popular, o que acaba os tornando atrativos para todos.

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