Pesquisa e produção estão distantes
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de setembro de 2000
Benê Bianchi De Londrina 
As ações necessárias para tornar empresas de Londrina e região competitivas num mercado cada vez mais acirrado começaram a ser delineadas ontem, no primeiro debate público sobre as conclusões e propostas do Projeto Londrina Tecnópolis. A Associação para o Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec) elaborou um minucioso estudo dos setores de alimentos, químico/fármaco/produtos veterinários e de eletroeletrônica/informática/telecomunicação. Uma das conclusões apontou para a dissonância entre o setores produtivo e de pesquisa.
Cerca de 60 pessoas diretamente ligadas aos setores analisados se reuniram ontem pela manhã no Centro de Treinamento do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) para discutir o resultado dos estudos. Foram apresentadas sugestões valiosas de ações para superar os obstáculos, disse o gerente técnico da pesquisa, Mauro Ruiz.
Além da falta de uma política clara para o atendimento de demandas do setor produtivo, os pontos fracos detectados pelo estudo foram o pouco gerenciamento do conhecimento existente, desconhecimento do potencial de mercado para difusão destes conhecimentos; falta de uma gestão de qualidade, especialmente, nas pequenas e microempresas; e falta de capital para investimentos.
Por outro lado, o estudo detectou como ponto forte da região foram analisadas mais de 100 empresas instaladas de Apucarana a Cornélio Procópio a existência considerável de ativos tecnológicos: grupos empresariais que discutem formas de desenvolvimento na região, centros de formação de recursos humanos,infra-estrutura para empresas de base tecnológica (incubadoras), prestadores de serviços tecnológicos e recursos.
O resultado das discussões embasará a elaboração do Plano de Desenvolvimento Tencológico de Londrina e Região, que será validado durante a 7ª Jornada Tencológica Internacional, em novembro.


