Pesquisa e mão de obra são desafios no setor de TI
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sexta-feira, 21 de março de 2014
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
O setor de Tecnologia da Informação (TI) cresce 20% a 30% a cada ano. Isso quer dizer que, a cada cinco anos, em média, as empresas do setor dobram de tamanho. A evolução traz consigo a demanda por mão de obra qualificada, mas as universidades não conseguem formar profissionais no mesmo ritmo. Diante desta situação, as companhias de TI enfrentam o desafio de reter talentos no seu quadro de colaboradores, já que o setor se tornou extremamente competitivo.
As informações são de Sandro Molés da Silva, presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-Paraná). A necessidade de retenção de talentos foi um dos assuntos discutidos no Encontro de Líderes de Tecnologia da Informação, realizado ontem em Londrina, reunindo representantes do setor de TI de todo o Estado.
Outro tema relevante foi a comercialização de software. "Software é algo difícil de se comercializar porque o empresário vende uma ideia e não um produto", observa Silva. Os assuntos discutidos no evento deverão nortear ações do setor para 2014, acrescentou o presidente da Assespro-Paraná.
Em Londrina e Região
De acordo com Pedro Casagrande - atual presidente do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação (APL TI) de Londrina e Região -, a maioria das empresas do APL trabalha com demandas locais, que são abundantes. "A necessidade por automatização comercial e industrial é grande na região. Sempre tem demanda."
Porém, continua ele, existem empresas do setor de TI na região que possuem produtos diferenciados, capazes de competir também no mercado nacional e internacional. Para isso, elas buscam canais de comercialização como a internet. Sobre a demanda por mão de obra, Casagrande destaca que o fato de Londrina e região possuírem empresas inovadoras por si só já atrai profissionais.
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