Aos 58 anos, o agente de segurança estadual Antonio Fonseca está a dois anos da aposentadoria, mas já começou a pesquisar oportunidades de mercado para se manter ativo. Ele procurou o Sebrae e começou a estudar locais e tipos de negócios que poderia abrir, em Londrina e em Angra dos Reis (RJ). "Estou viajando para lá no fim deste ano, para ver se lá poderia ser melhor do que aqui."
Fonseca pretende aliar uma pequena lanchonete com a distribuição de café torrado e moído. Ele conta que começou a colher informações sobre custos, embalagens, maquinário e legislação. A escolha pelo comércio é porque ele acredita que, assim, não precisará ser escravo do trabalho. "Não aguento ficar sem fazer nada. Tenho 58 anos, mas todos me dizem que minha energia é de quem tem 48", brinca.
Para o proprietário da Ismec Autosiste, Luiz Carlos de Souza, abrir um empreendimento foi a chance de continuar a contribuir para o mercado no qual sempre trabalhou. Com o conhecimento que tinha da área de automação da Petrobras depois de 20 anos, ele identificou a oportunidade de investir na criação de um equipamento chamado visor de chamas. Só ele fabrica o equipamento no mundo. "Tinha de continuar disseminando conhecimento para que o restante das pessoas possam também evoluir", justifica.
Souza chegou a ter 322 funcionários, mas hoje está com 42. "Ajudei também na questão social, porque dei emprego a muitas pessoas", diz. Ele aconselha quem deseja seguir pelo mesmo caminho a buscar orientação, para que o negócio seja sólido. "Ou vai esbarrar. Não basta ter muita técnica e fazer uma administração ruim." (F.G.)

mockup