Curitiba - A Pesquisa Industrial Anual (PIA/Produto 2003) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstrou que o Paraná foi o estado brasileiro que mais cresceu na participação das vendas industriais de 2003, se comparado a 2000. Enquanto São Paulo registrou perda de 3,9 pontos percentuais na participação das vendas no período, o Paraná cresceu 1,3%. Também apresentaram crescimento os estados do Rio de Janeiro (0,8%), Bahia (0,6%) e Goiás (0,4%). As vendas dos produtos alcançaram R$ 738 bilhões em 2003. Os estados com vendas mais significativas foram: São Paulo (R$ 313,3 bilhões), Minas Gerais (R$ 73,4 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 64,6 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 54,4 bilhões), Paraná (R$ 52,8 bilhões) e Bahia (R$ 37,6 bilhões).
Duas categorias de produtos ganharam espaço em 2003: os bens intermediários (produção de matérias-primas e insumos) e os bens de consumo duráveis (automóveis, eletroeletrônicos, celulares). São Paulo, Paraná e Bahia lideram as vendas de óleo diesel (produto mais vendido) com 69% das vendas no País. Paraná e São Paulo lideram ainda as vendas de adubos e fertilizantes, concentrando 44% das vendas realizadas em todo o Brasil. Paraná e Rio Grande do Sul lideram as vendas de tratores agrícolas, com 77% do total vendido em todo o Brasil e aparecem liderando com 94% das vendas brasileiras no setor de máquinas para colheitas.
Em 2003, o Paraná concentrava - de acordo com o IBGE - 13,1 unidades industriais das 150 mil existentes em todo o Brasil. Cerca de 443,7 mil empregos estavam sendo gerados no setor, com uma folha salarial de R$ 4,7 bilhões por ano. As principais indústrias atuam nos setores de extração (pedra, argila, areia) e de transformação (produtos alimentícios e de bebidas; confecção de artigos de vestuário e acessórios; edição, impressão e reprodução de gravações; fabricação de produtos químicos; de artigos de borracha e material plástico; de máquinas e equipamentos; de móveis).
O IBGE também divulgou ontem a PIA/Empresa 2003, que analisou a estrutura das empresas a partir dos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento. O setor de transporte lidera o ranking com gastos equivalentes a 2,72% do faturamento. As que menos investem são as indústrias de álcool e elaboração de combustíveis nucleares, com 0,03% do que faturam.

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