Insetos de hábito subterrâneo que danificam as raízes das plantas e, dependendo do nível de incidência, causam danos à agricultura, serão discutidos na 8ª Reunião Sul Brasileira de Pragas do Solo no Hotel Sumatra, em Londrina, hoje e amanhã.
O evento, organizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pela Universidade e pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), deve reunir 200 pessoas, entre pesquisadores, professores, alunos de pós-graduação.
''O objetivo da reunião é discutir as principais pragas de solo no sul do
Brasil, promover a difusão de conhecimento sobre pragas de solo e ainda
buscar soluções para os problemas por elas causados à agricultura'',
destaca Lenita Jacob Oliveira, presidente da comissão organizadora.
Na abertura vai falar o pesquisador mexicano Miguel Angel Moron, do
Instituto de Ecologia do México, apresenta o papel dos insetos como
reguladores do solo nos sistemas agrícolas. O pesquisador deverá abordar
aspectos ecológicos que podem levar um inseto do solo a atingir o
''status'' de praga.
Outro destaque da Reunião é o relato da ocorrência das pragas de solo no
Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do
Sul, estados abrangidos pelo encontro. Também serão debatidas as
necessidades de pesquisa e métodos de transferência de tecnologia.
O impacto ambiental de inseticidas usados para controlar as pragas do
solo será abordado pela pesquisadora da USP, Jussara Regitano. Em outra
palestra será discutido a qualidade do tratamento de sementes e os
fatores que afetam a eficiência do controle dessas pragas. Também serão
avaliadas as influências do manejo de solo e das práticas culturais
sobre as pragas, especialmente, nas culturas da cana-de-açúcar e do
trigo.

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