Pesquisa detecta consumidor cauteloso
Pesquisa detecta consumidor cauteloso
Arquivo FolhaESCALDADOSComércio terá que redobrar o esforço para conquistar o 13º salário dos trabalhadores este ano. Do total de entrevistados pelo InformEstado, apenas 23,8% disseram que vão destinar o abono anual para compras. Mais de 50% pretendem pagar dívidas ou pouparPrestações em atraso, preocupação com as contas a vencer e desconfiança em relação ao esforço do governo para baixar os juros. Pesquisa feita pelo InformEstado na sexta-feira, dia seguinte ao anúncio das medidas baixadas pelo governo para baratear o crédito, mostra que o consumidor está cauteloso, tentando fugir de novos compromissos financeiros e insatisfeito com o fato de estar mais endividado este ano do que no ano passado.
De acordo com a pesquisa, feita na capital paulista, 55,3% dos entrevistados não pretendem assumir novas dívidas, mesmo que os juros venham a baixar, como prevê o governo. O porcentual dos que planejam fazer novos crediários, financiamentos ou empréstimos, caso os juros sejam reduzidos, é de 40,7%.
Quase metade dos entrevistados (47,7%) afirma estar devendo mais este ano do que no ano passado. Outros 19,9% dizem que permanecem tão endividados quanto no ano passado e 29,9% afirmam que conseguiram reduzir o volume de dívidas.
Segundo a pesquisa, 24,1% dos entrevistados pretendem utilizar o 13º salário para pagar dívidas. Um porcentual maior, de 32,4%, pretende guardar o dinheiro na poupança ou realizar algum outro investimento. Apenas 23,8% disseram que têm intenção de fazer compras de fim de ano com o 13º.
Um detalhe: 36,5% dos entrevistados escolhidos dentro de uma amostragem da população de São Paulo por cotas de renda, sexo e idade não vão nem receber o 13º salário, pelo fato de estarem desempregados ou trabalharem como autônomos.
Praticamente a totalidade dos entrevistados afirma ter algum tipo de conta em atraso. Considerando apenas os compromissos financeiros como empréstimos, cheque especial e crediários, o porcentual dos endividados cai para 39,7%. O porcentual aumenta proporcionalmente à renda familiar: de 38,3% na faixa de até cinco salários mínimos mensais até 51,2%, acima de 20 salários mínimos mensais.
O detalhamento por tipo de dívida mostra que a população com renda de 10 a 20 salários mínimos mensais está mais pendurada no cheque especial 43,2% dos entrevistados. Entre aqueles com renda de até 5 salários mínimos, o porcentual dos endividados no cheque especial cai para 17,6%. Essa faixa de renda deve mais ao crediário (39,8%). Entre os que ganham de 10 a 20 salários mínimos mensais, apenas 16,2% pagam crediário. Na faixa de renda superior, de mais de 20 salários mínimos mensais, o porcentual cai para 9,5%.





