O advogado da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Adalto Tomaszewvski, foi à Câmara ontem criticar o estudo encomendado pelo Movimento Londrina Competitiva (MLC), segundo o qual os preços nos supermercados na cidade são mais altos que os de Maringá e Curitiba.
Na opinião dos integrantes do MLC, a pesquisa feita pela empresa MetaMídia comprova que a Lei da Muralha inibe a concorrência e, por isso, os produtos são mais caros em Londrina. Tomaszewvski foi chamado à mesa diretora junto com o empresário Oswaldo Pitol, que integra o MLC. Ambos se pronunciaram sobre a pesquisa.
Para o advogado, o estudo não obecedeu metodologia e não é confiável. Ele disse que a escolha dos supermercados pesquisados foi aleatória e mudou entre as três etapas do levantamento de preços. E que a MetaMídia não revelou os produtos pesquisados.
''Os supermercados estão sendo vítimas de campanha difamatória. A população está sendo induzida a pensar que os preços em Londrina são mais caros. Houve um massacre pontual na mídia contra os supermercados'', disse.
O empresário Oswaldo Pitol não gostou das críticas à pesquisa. ''Achei que a Apras viria aqui pedir desculpas por vender mais caro'', afirmou. Ele disse que o MCL tem hoje cerca de 500 integrantes e ''jamais entraria numa fria de fazer pesquisa falsa''.
Pitol disse que, se a Apras não sabe quais produtos foram pesquisados, é porque não leu a estudo. ''Não admito ser chamado de incompetente e irresponsável.''
Em nota enviada à FOLHA, a MetaMídia rebateu as críticas da entidade. ''A pesquisa, em sua metodologia, utilizou o critério de Amostragem Determinística, pela qual elegem-se estabelecimentos compatíveis e comparáveis...''
A empresa também afirma que a Apras nunca solicitou a pesquisa completa. ''Optaram por elaborar e apresentar um 'parecer' sem o devido rigor necessário, produzindo argumentações infundadas.'' A MetaMídia também alegou que a pesquisa comprova de ''forma cabal'' que os preços finais praticados em Londrina são maiores que os de Maringá e Curitba. (N.B.)

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