Um seminário hoje em Curitiba abre discussão sobre o atual estágio da pesquisa e das tecnologias para cultivo de oleaginosas visando a obtenção de biocombustível no Estado. O encontro será realizado na Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) em Curitiba, a partir das 14 horas.
O secretário da agricultura Valter Bianchini, o coordenador do Programa Paranaense de Bioenergia Richardson de Souza e pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) participam do evento. ''Vamos apresentar todo o trabalho que a instituição vem realizando em apoio ao Programa Paranaense de Bioenergia'', explica Tiago Pellini, diretor científico adjunto do Iapar. Ele conta que o enfoque dos trabalhos do Instituto é utilizar as oleaginosas para diversificação de cultivos nas propriedades, sempre visando a viabilidade econômica, agronômica e ambiental dos sistemas de produção que predominam no Estado.
Outra preocupação do Iapar, segundo o diretor, é a construção do que ele denomina ''rotas alternativas'' para essas oleaginosas. Significa dar ao produtor a possibilidade ''de não apenas entregar óleo, mas também utilizar as tortas para alimentação de rebanhos ou na adubação orgânica'', explica. O estudo de prensas que permitam ao agricultor obter na propriedade - ou em associações de agricultores - seu próprio biocombustível completa as linhas de pesquisa que a instituição desenvolve.
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O Iapar divide as plantas com potencial para produção de biodiesel em três grupos. No primeiro estão a soja e o algodão, cuja tecnologia de cultivo está definida e cadeia de produção é consolidada no Paraná. O segundo abrange espécies em que ainda há necessidade de estudos, mas já com um bom conhecimento agronômico disponível, caso do amendoim, mamona, girassol, nabo forrageiro e canola.

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