O trabalhador que está conseguindo um emprego formal no País é jovem e tem pelo menos o primeiro grau completo. O emprego formal é cada vez mais difícil para quem tem baixa escolaridade e idade acima de 30 anos. Mesmo com o desemprego crescente, o emprego formal é positivo no interior do País, enquanto as regiões metropolitanas e, especialmente São Paulo, perdem postos de trabalho a cada dia. A criação de empregos deslocou-se da atividade industrial para o setor de serviços.
Esse é o novo perfil do mercado de trabalho brasileiro, segundo dados disponíveis no Ministério do Trabalho. Com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, fornecidos mensalmente pelas empresas, é possível detectar quem está sendo demitido ou admitido no mercado, assim como os setores que criam ou não postos de trabalho. Em todo o ano passado, por exemplo, nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre o número de postos de trabalho foi positivo para quem tem o 1º e o 2º graus completos.
No ano passado, esse conjunto de regiões metropolitanas fechou o ano com perda de 49,5 mil postos de trabalho, enquanto que, no interior do País, a criação de empregos foi positiva em 13,8 mil postos de trabalho. Mesmo com saldo negativo, o emprego nas regiões metropolitanas foi positivo para quem tinha o 1º e o 2º graus completos. Para esse segmento foram criados 72.365 postos de trabalho.

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