Pesquisa da FGV traça perfil de executivos
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sábado, 18 de abril de 2009
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) de Londrina realiza pesquisa com cerca de mil executivos que atuam na região Norte do Paraná. O objetivo é saber se esses profissionais estão correspondendo aos novos desafios do mercado. O superintendente da FGV, Norman Paula Arruda, informa que estão sendo ouvidos também empresários e profissionais de recursos humanos.
''Queremos descobrir as tendências empresariais na região, suas necessidades e possíveis demandas de empreendimentos'', complementa Arruda. O estudioso adiantou que a entidade pretende expandir seus cursos e estabelecimentos de ensino na região. Segundo ele, o motivo do levantamento se deve ao fato de a região de Londrina apresentar um crescimento empresarial expressivo. Atualmente, a instituição possui, no nível superior, 15 cursos de Master in Business Administration (MBA), tendo formado cerca de 1 mil executivos nos últimos 10 anos.
O pesquisador explicou que será necesário mensurar os avanços promovidos pelos ex-alunos, bem como possíveis debilidades. ''Uma cidade se torna atrativa pelos talentos que ela forma, tem, desenvolve e mantém'', acrescenta. O questinonário é aplicado via internet e há também uma pesquisa censitária in loco nas empresas da região, inclusive com professores de cursos de administração. ''Queremos saber o grau de eficácia de nossos cursos e se estamos nos tornando liderança'', argumenta Arruda, informando que a entidade também será indiretamente avaliada na pesquisa.
Em face do levantamento, que deverá ficar pronto em setembro deste ano, serão propostos cursos, simpósios, seminários e palestras para levar ao conhecimento dos interessados as conclusões da pesquisa. Arruda declara que o estudo também permitirá que a FGV Londrina se reposicione em termos de conteúdos e, sendo necessário, com a abertura de novos MBA. ''Há um interesse na região de Londrina, cada vez mais crescente, pela gestão empresarial, para isso é necessário investir em pesquisa e na formação destes profissionais'', resume.
Ética
Sendo membro da Organização das Nações Unidas (ONU), o superintendente da FGV esclarece que pesquisas como esta têm por objetivo ajustar o comportamento corporativo aos novos valores empresarias celebrados pelo Pacto Global da organização mundial. ''A sustentabilidade, a ética nos negócios, a transparência e as boas práticas de governança são os novos valores (e porque não dizer velhos) que o ambiente corporativo está resgatando'', pontua.
Esta preocupação com a moral no mundo dos negócios, segundo Arruda, ficou mais aguda depois que o ''castelo'' da crise financeira começou a ruir. Ele exemplifica ao falar de empresas nacionais e internacionais que apostaram num alto risco no mercado financeiro, acabando por comprometer a vida das empresas e provocando, com esta atitude, milhões de demissões mundo afora. ''Ganância e contabilidades fraudadas foram à tônica dessas administrações corporativas. Isto é a falência de um ciclo, temos agora que nos reinventar'', aponta.


