A Fecomércio PR divulgou recentemente a pesquisa da Cesta de Natal. Em Curitiba e Região Metropolitana, houve alta de 1,63% no acumulado de 12 meses. O resultado coloca a capital paranaense na quarta posição entre as capitais brasileiras avaliadas pelo IBGE para a composição do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), atrás de São Paulo (2,88%), Porto Alegre (2,51%) e Fortaleza (2,29%). A inflação dos itens que compõem a ceia de Natal e presentes com maior demanda nesta época do ano observada em Curitiba ficou acima da inflação nacional, que foi de 0,72%. Apesar da alta observada nos últimos 12 meses na capital, o movimento recente é moderado, considerando o resultado de novembro, de 0,17%.

Entre os alimentos, o chocolate foi o produto que mais subiu de preço, acumulando 30,98% nos últimos 12 meses. A alta expressiva é explicada pela seca que atingiu países da África Ocidental, grandes produtores de cacau. A falta de chuva reduziu a oferta da commodity e pressionou os preços no mercado internacional.

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Altas significativas também foram registradas no preço da cenoura (21,86%), do óleo de soja (13,99%) e da azeitona (13,47%). Outros itens bastante consumidos na ceia de Natal contribuíram para elevar os custos. O filé mignon ficou 10,51% mais caro, o presunto teve aumento de 10,42% e os refrigerantes e a água mineral aumentaram 7,65%. O vinho também ficou mais caro, com alta de 4,82%, assim como a carne suína e o frango, com altas de 2,88% e 2,55%, respectivamente.

Na outra ponta, entre os alimentos cujos preços mais recuaram, estão a batata inglesa, com queda de 38,83%, o arroz (27,7%) e o azeite de oliva (12,62%). Entre as carnes, a tilápia tornou-se uma alternativa mais econômica para a ceia natalina. Com as limitações impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o peixe mais consumido no país ficou 7,04% mais barato. “A inflação brasileira está desacelerando bem a nível nacional, é o quinto mês de queda na inflação do supermercado, da alimentação no domicílio. Estamos com uma inflação muito bem comportada”, avaliou o economista e assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi.

A pesquisa da Cesta de Natal também avalia a variação dos preços dos presentes mais procurados nesta época do ano. Neste grupo, a joias e bijuterias lideraram a inflação, com aumento de 17,38%, seguidas pelos livros não didáticos, que tiveram avanço de 9,17%. Roupas infantis e masculinas subiram em torno de 7%, assim como os perfumes. Já o vestuário feminino apresentou menor elevação, com 5,27%, calçados e acessórios ficaram 4,62% mais caros e os brinquedos aumentaram 2,80%.

No sentido contrário, bens duráveis registraram retração nos preços. Os aparelhos telefônicos tiveram queda acumulada de 5,93% e os eletrodomésticos reduziram 1,90%.

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