Pesquisa CNI capta pessimismo do consumidor
Agência Estado
De Brasília
Os consumidores brasileiros estão mais pessimistas em relação ao desempenho da economia no País nos próximos seis meses, principalmente no que diz respeito à inflação e ao desemprego. As expectativas voltaram a piorar entre setembro e novembro, segundo os dados da nova edição do Índice de Expectativa do Consumidor (Inec) divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Apesar da recente recuperação da economia, os dados revelam o crescimento dos índices negativos de 4% sobre as perspectivas para a inflação e de 3,5% em relação desemprego, que signficam a deterioração das expectativas em relação ao índice apurado em setembro. O Inec é feito com base no levantamento do Ibope entre os dias 25 e 29 de novembro junto a 2 mil pessoas em todo o País.
Num prazo mais longo, no entanto, observou-se uma melhoria de 11,6% das perspectivas para o ano, na pesquisa de novembro, em comparação com o resultado da pesquisa anterior. A explicação diz respeito à atitude do indivíduo para 2000 e não mais sobre o restante de 1999.
Segundo o presidente da CNI, deputado Moreira Ferreira (PFL-SP), a confiança do consumidor ainda sofre influência da crise cambial do ano passado. Há preocupação com o desemprego, apesar das taxas estarem estáveis. Mas salientou que há um clima de otimismo dos consumidores para a virada da década.
Ferreira acredita que a situação será favorável, caso se mantenha a política de queda de juros, fator que considera essencial para a retomada do índice de emprego e da produtividade das empresas.
As intenções de compra de novembro ficaram 3,4% maior que setembro, motivadas pelas compras de Natal. A comparação com novembro do ano passado revela a influência do período natalino: o crescimento do indicador perspectivas para o ano cai para 1,1% e o de intenções de compras registra uma queda de 0,5%.
O Inec, composto por cinco variáveis, entre as quais perspectivas para o ano, satisfação com a vida e expectativas para os próximos seis meses (que inclui inflação, desemprego, renda geral e própria renda), apresentou um ligeiro crescimento de 0,7% em novembro em comparação com o resultado da pesquisa anterior, realizada em setembro.





