Pesquisa busca suavizar sabor
O aumento do consumo de soja no Ocidente vem exigindo das instituições de pesquisa o desenvolvimento de cultivares de soja com sabor mais suave e que se contrapõe ao gosto exótico da soja. Por isso, nos últimos 10 anos, a Embrapa Soja desenvolveu várias cultivares convencionais específicas para alimentação.
As cultivares BRS 213 e BRS 257, que têm como principal característica a ausência de lipoxigenases, já estão sendo produzidas comercialmente. A utilização destas cultivares no processamento doméstico e industrial da soja permite obtenção de produtos com melhor qualidade e sabor superior.
Nesta safra, a Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar) que utiliza 3 mil toneladas por ano de soja para produção de sucos, cremes e extratos de soja, estará produzindo pela primeira vez, as cultivares BRS 213 e BRS 257. ''Como utilizamos uma soja comum na fabricação de nossos produtos, precisamos dar o choque térmico para inativar a lipoxigenase e melhorar o sabor da soja. Nossa expectativa é com a BRS 213 e 257 é conseguir eliminar esta etapa da produção, incrementando ainda mais o sabor dos produtos à base de soja e reduzindo custos'', avalia José Ademir Ranieri, coordenador técnico da Cocamar.
Outro exemplo é a cultivar BRS 258 que possui outras características exigidas pelo mercado como sementes grandes. Por outro lado, a cultivar BRS 155 apresenta reduzido teor de inibidor de tripsina (fator antinutricional que interfere na digestão de proteínas), o que permite redução do tratamento térmico. ''Isso diminui custos de processamento e melhor solubilidade das proteínas'', diz Mercedes.
Outra cultivar para alimentação humana, desenvolvida pela Embrapa, é a BRS 216 que apresenta grãos pequenos (10g/peso de 100 sementes), característica que a torna adequada para a produção de natto - alimento fermentado utilizado no Japão - e para produção de brotos de soja, a exemplo, de brotos de feijão (''moyashi'').(R.L.)





