Levantamento de preços feito no último dia seis pela Associação das Mulheres de Londrina constatou variações de até 45% no valor dos produtos, em relação à última pesquisa feita pela entidade no mês passado. Os dados foram computados esta semana e repassados à Folha ontem, no início da noite. A levantamento considerou 40 ítens de consumo básico e foi realizado em 10 mercados grandes da área central da cidade e em outros 10 de menor porte, localizados nos bairros. A consulta também demonstrou que alguns produtos tiveram redução de preço do mês passado para este.
Segundo a presidente da associação, Alzira Lopes Ribeiro, a maior variação para cima foi com uma marca de sabão em pedra que aumentou 45,38% da última pesquisa para a mais recente. Entre outros produtos que registraram elevação significativa estão bolacha água e sal (30,18%); sabão em pó (15,52%) e macarrão (9,84%). Entre os produtos que registraram queda de preço, comparando os dois levantamentos, estão arroz (10,30%); café (8,22%); feijão (1,85%) e farinha de trigo (1,35%).
Anteontem a associação esteve reunida com o delegado regional da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras), Ademar Vedoato. O encontro foi uma iniciativa da entidade, que pretendia propor um ‘‘congelamento’’ de preços de ítens básicos pelos próximos 30 dias. Segundo Alzira, Vedoato demonstrou que o setor supermercadista apenas repassa preços.
Esta semana a associação vai procurar diretamente os empresários do setor para propor o ‘‘congelamento’’ de preços. ‘‘Existe um estoque grande e com boa vontade acreditamos que é possível manter os preços’’, afirmou. Ela disse que a recomendação para o consumidor é pesquisar preços e não ser fiel a marcas, adquirindo sempre produtos mais baratos. ‘‘O consumidor neste momento não pode ficar fiel a marcas, é preciso ser patriótico até que os preços caiam’’, afirmou ela.
O delegado da Apras Ademar Vedoato disse ontem à noite que a proposta da Associação das Mulheres tem de ser levada aos associados para ser aprovada. Ele confirmou que os aumentos não partem dos supermercadistas e afirmou que, melhor que um congelamento de preços, é o comportamento do consumidor. ‘‘Endoço o que a associação diz que não se pode ser fiel a marcas neste momento’’, afirmou Vedoato.

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