Curitiba - Na hora da compra no varejo, a atitude de homens e mulheres são diferentes. Os homens escolhem o que vão comprar pela conveniência e comodidade que a loja apresenta. Já as mulheres são mais sensíveis a promoções. É o que mostra a pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas no Paraná (Sebrae-PR) e Federação do Comércio (Fecomércio) junto a consumidores de Curitiba e Região Metropolitana.
''A pesquisa mostra a diferença de comportamento dos dois. O homem é mais objetivo, não tem paciência. Ele entra, compra e vai embora, nem circula no lugar. O ideal, para ele, é comprar o máximo em uma loja só. A mulher gosta de sentir o espaço como um todo. Ela gosta de olhar, andar, entra em uma loja, prova, vai para outra, prova de novo'', define a consultora Walderes Bello, gestora em Curitiba do Programa Varejo Mais - Mais Vendas, Mais Competitividade, desenvolvido em parceria pelas duas entidades.
O levantamento, realizado pela Mercatto Pesquisas, ouviu consumidores das classes econômicas A, B, C, D e E com idade acima de 20 anos, e pesquisou nove canais de compra, abrangendo desde supermecados, shoppings, lojas de rua até vendas pela internet. Em todos os canais foram detectados fatores de atratividade e de repulsa do consumidor.
A pesquisa mostra, também, que preço pode não ser fator decisivo na hora da compra. ''É interessante observar que o preço aparece em segundo lugar como atrativo na compra e em primeiro como repulsa. Isso mostra que o consumidor está evoluindo para ser mais seletivo'', ressalta a consultora. A pesquisa deixa claro, segundo ela, que independente de classe, o consumidor seleciona onde vai gastar, por menor que seja o valor da compra, e quer pagar o preço justo. ''Não é uma questão de preço baixo, o cliente aceita até pagar mais se tiver qualidade, garantia do produto, possibilidade de troca'', explica.
Entre os fatores de atração, 26,2% dos entrevistados apontaram como importante os cuidados com a estrutura, conforto e ambientação da loja. Em segundo lugar, 20,2% destacaram o preço como primordial e, em terceiro, 14,7% apontaram a questão de variedades de produtos como principal atrativo na hora da compra. Por outro lado, entre os fatores de repulsa, 30,2% dos entrevistados apontaram o preço alto como empecilho na hora da compra, 13,3% citaram a dificuldade de acesso à loja e 10,5% a falta de variedade de produtos.
O resultado da pesquisa foi apresentado ontem a 80 empresas participantes do programa Varejo Mais. Com esses dados em mãos, segundo Walderes, os empresários poderão desenvolver ações específicas para seu tipo de estabelecimento, mantendo os fatores que atraem o cliente e reduzindo os problemas que levam à repulsa do consumidor. Pesquisas semelhantes foram realizadas em outras cidades do estado, como na região de Londrina, Maringá, União da Vitória e Telêmaco Borba, mas seus dados finais ainda não estão disponíveis.

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