PESQUISA - Mercado de trabalho fica menos desigual e mais escolarizado
O mercado de trabalho ficou mais democrático e mais escolarizado entre 2003 e 2012. É o que mostra um relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Apesar de persistirem desigualdades, há maior presença de negros, mulheres e de pessoas com mais de 50 anos de idade.
Em 2003, os negros representavam 41% da população ocupada. E passaram a 46,1% em 2012. A remuneração deles cresceu bastante nesses dez anos, mas ainda é bem inferior à dos brancos. No primeiro ano da série do IBGE, recebiam menos da metade (48,4%) da renda dos brancos. Em 2012, a remuneração dos negros subiu para 56,1% na mesma comparação.
Outro ponto que chama atenção no levantamento é que aumentou a participação dos mais velhos na população ocupada. O bolo formado por aqueles que têm mais de 50 anos saltou de 16,7% para 22,5% de 2003 a 2012, segundo o IBGE. Todas as outras faixas de idade tiveram redução na participação, destaque para a de 18 a 24 anos, que representava 16,8% da população ocupada e agora representa 13,7%.
As mulheres representavam 43% da população ocupada no País em 2003. Já, no ano passado, esta participação havia aumentado para 45,6%.
De forma geral, o mercado de trabalho brasileiro está mais escolarizado, conforme mostra o IBGE. Os que não tinham instrução alguma ou menos de um ano de estudo eram 3% em 2003 e passaram a 1,14% dez anos depois. Na outra ponta, os com 11 anos ou mais de estudo, ou seja, com no mínimo o ensino médio saíram de 46,7% para 62,2%.
O emprego formal na iniciativa privada cresceu quase dez pontos porcentuais no período. Subiu de 39,7% para 49,2%. Os que trabalham sem carteira assinada caíram de 15,5% para 10,6%. Também houve redução na parcela que trabalha por contra própria, de 20% para 17,8%. Os contribuintes para a Previdência Social eram 61,2% e agora são 72,8%.
* A pesquisa do IBGE foi feita em seis regiões metropolitanas do País e incluiu trabalhadores com e sem carteira assinada no setor privado, servidores públicos, pessoas que trabalham por contra própria e empregadores
* Entre as vantagens dessa modalidade de emprego, estão incentivos como vale-alimentação, plano de saúde e férias remuneradas
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