Peso dos encargos na tarifa subiu 87%
Curitiba - A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace) vem liderando um movimento contra o aumento da incidência de impostos e encargos nas tarifas de energia elétrica. Conforme a entidade, o setor elétrico vem se transformando num grande e preferencial mecanismo de arrecadação por parte dos governos federal e estaduais.
Estudos da Abrace mostram que o peso dos encargos subiu 87% nos últimos dois anos. O vice-presidente da Abrace, Eduardo Carlos Spalding, disse em entrevista à revista especializada ''Energia e Mercados'', que a competitividade da indústria brasileira está ameaçada em função dos custos das políticas públicas implementadas sobre a coleta de encargos setoriais e tributos. A Abrace prevê que só este ano, os grandes consumidores deverão pagar cerca de R$ 13 bilhões em encargos. Há três anos, em 2002, pagavam R$ 5 bilhões.
A Abrace protesta também contra o impacto do ICMS nas tarifas de energia elétrica. Estudo encomendado pela entidade revelou que o peso da carga tributária nas tarifas de energia elétrica subiu 24,8% nos últimos seis anos. A parcela tributária passou de 30,21%, em 1998, para 37,71%, em 2004. A parcela que corresponde a impostos como ICMS e PIS/Cofins passou de 23,24 em 1998 para 26,68%. O item que corresponde aos encargos setoriais subiu 155% nos últimos seis anos, passando de 3,60%, em 1998, para 9,21%, no ano passado. (V.C.)





