Peso da agropecuária avançou quase 20%
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quarta-feira, 31 de março de 2004
Das agências 
Segundo IBGE, em 2003 os ativos de reserva do País cresceram R$ 26,4 bilhões. Sem os recursos (recebimentos e pagamentos) do FMI, o aumento seria de R$ 10,5 bilhões. Em termos relativos, o peso da agropecuária avançou quase 20% entre 2002 para 2003. Respondia antes por 8,7% da riqueza nacional total, fatia que no ano passado cresceu para 10,2%. A indústria teve ligeiro crescimento, de 38,3% para 38,7%. E o setor de serviços encolheu de 59,2% para 56,7%. Em valores correntes, a agropecuária somou R$ 137,9 bilhões; a indústria, R$ 524 bilhões; e serviços, R$ 768,3 bilhões.
Retirando o deflator que corrige os preços do produto (12,8%), o PIB total no ano passado foi de R$ 1,343 trilhão.
Do ponto de vista da demanda, o consumo das famílias foi de R$ 862,4 bilhões (queda real de 3,3%), do governo R$ 291,9 bilhões (aumento de 0,6%), investimentos R$ 273,3 bilhões (-6,6%), exportações R$ 255,4 bilhões (14,2%) e importações R$ 198,8 bilhões (-1,9%).
O consumo das famílias tem o maior peso dentro do PIB, perto de 60%. A taxa de investimentos sobre o PIB fechou em 20,1% (foi de 19,8% em 2002) e a de poupança 20,7% (18,5% no ano anterior). Para o primeiro trimestre de 2004, economistas avaliam que a recuperação deverá prosseguir, ainda que lentamente.
O Ipea prevê avanço de 1,5% do PIB sobre o mesmo período no ano anterior. Já o economista-chefe do Unibanco, Marcelo Salomon, o PIB deverá ficar ''praticamente estável'' no trimestre (crescimento de 0,1% a 0,2%), comparado a 2003, mas crescerá mais no segundo e terceiros trimestres, principalmente por conta da indústria e dos serviços. Para 2004, o banco mantém a projeção de crescimento de 3,5%, taxa que para o Ipea será de 3,4%.
No ranking das maiores economias do mundo da Global Invest, o Brasil foi superado pela Índia (12º), Austrália (13º) e Holanda (14). No ano passado, a segunda maior economia da América Latina, atrás do México (10º), sofreu com a política de juros elevados para conter a inflação e cortes nos investimentos públicos.
O ranking mostra também que a economia norte-americana, a maior do mundo, registrou um PIB de US$ 10,857 trilhões no ano passado. Para a consultoria, o baixo crescimento e a desvalorização do real foram as principais razões para a perda de posições no ranking desde 1998, quando o Brasil havia atingido a 8 colocação. O PIB da Índia, que registrou crescimento de 5% em 2003, correspondeu a US$ 510 bilhões.


