O tíquete médio do consumidor na Black Friday de 2015 foi de R$ 1.098, o que representa o dobro de outras datas sazonais para o comércio, conforme pesquisa encomendada pelo Google, o que eleva a expectativa para as vendas desta sexta-feira. O faturamento em um dia de promoções no ano passado ficou em R$ 1,6 bilhão, mais do que nas duas semanas que antecederam o Dia das Mães, tradicionalmente a segunda melhor data do varejo brasileiro, atrás do Natal.
Os fatores que mais influenciaram a decisão da compra foram preço (42%), possibilidades de parcelamento (21%) e custo do frete (17%). Quando esses três são similares, 63% dos consumidores optam pelo site mais confiável para fechar negócio, de acordo com o levantamento.
Para o consultor econômico da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcos Rambalducci, porém, o movimento na Black Friday é generalizado, tanto em lojas físicas quanto nas virtuais. "O nosso varejista está com dificuldades em vender e precisa fazer caixa, então é o momento oportuno para atrair os consumidores", diz.
O consultor orienta os comerciantes a tomarem as devidas precauções ao definir as promoções. "Tem de saber que o consumidor está mais atento e não adianta querer mascarar um rebaixamento do preço. Também precisa tomar cuidado para não assumir descontos que depois não consiga cumprir", diz Rambalducci.
Diferentemente da pesquisa da Google, o economista não acredita em vendas acima de 2015. "Teremos uma Black Friday mais empobrecida, primeiramente, porque os produtos sofreram majoração e o comerciante não está com estoques tão grandes para dar descontos tão significativos", diz. (F.G.)

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