Peru quer estreitar o comércio com o Paraná
Carmem Murara
De Curitiba
Os integrantes da Câmara do Comércio e Indústria Brasil-Peru aproveitam a semana de comemorações oficias da independência peruana para promover o país no Paraná. A intenção é divulgar as potencialidades comerciais peruanas para ampliar as relações entre os dois países, em especial com o empresariado paranaense. Hoje o Paraná importa do Peru produtos agrícolas, fibra sintética e produtos químicos inorgânicos e exporta peças automotivas, tratores, açúcar e maquinário para caldeiras.
A exportação paranaense para o Peru movimentou US$ 24,8 milhões, no ano passado, enquanto as importações somaram US$ 2,6 milhões. Os números são considerados pequenos tanto no Estado quanto em âmbito nacional. No ano passado, a balança comercial entre Brasil e Peru foi de US$ 568 milhões, sendo que os empresários brasileiros exportaram US$ 369 milhões.
A quantidade de produtos brasileiros, que entraram no Peru, aumentou nos últimos dois anos, mas em compensação houve uma queda na exportação peruana para o Brasil. A variação negativa foi provocada pela queda no preço internacional de produtos como o zinco, cobre, chumbo e prata.
O presidente da Câmara do Comércio e Indústria do Brasil-Peru, Marcos Reinstein, diz que para aquecer o comércio internacional é necessário tornar o país mais conhecido entre os brasileiros. Precisamos estreitar as relações e a nossa intenção é fazer com que os empresários peruanos comercializem mais, afirmou.
Para o vice-presidente da Câmara Brasil-Peru, Carlos Theodoro de Melo, é preciso iniciar um estudo para identificar a potencialidade para exportação. O Peru tem com o Brasil e com Paraná uma pauta muito pequena de exportação. Precisamos saber quais os produtos que interessam os empresários daqui, afirmou.





