Perspectivas para 2015 não são otimistas
O resultado da indústria em 2014 está muito atrelado ao desempenho da economia do País. "Em 2009, pudemos culpar a crise internacional pelo resultado da indústria. Mas agora, a grande culpada é a política macroeconômica do País", ressaltou o economista Gilmar Mendes Lourenço. Ele defende que é necessário ter uma política industrial e incentivos iguais para todos.
Lourenço disse ainda que a queda na produção de alimentos é resultado da menor oferta agrícola, da redução nos preços internacionais e do crescimento mais lento da renda da população com o fechamento de postos de trabalho e a inflação corroendo o bolso do consumidor.
Ele lembrou que a indústria vem com quedas sucessivas há três trimestres. No segundo trimestre de 2014, a produção caiu -5,3%, no terceiro trimestre -3,6% e no último trimestre do ano a queda foi de -4,1%. "Isso mostra que a recessão está instalada na indústria", afirmou. Ele acredita que, na melhor das hipóteses, a indústria comece a se recuperar apenas no quarto trimestre de 2015.
Zurcher disse que a queda registrada no setor de máquinas já responde como será o desempenho do setor industrial no ano. "Não há perspectivas de recuperação", afirmou. Alertou ainda que o crescimento de 3,8% registrado no setor de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos mostra que as indústrias estão reparando equipamentos e não comprando novos. E acredita que se a crise se prolongar, as demissões devem aumentar em outros setores além da indústria automotiva.(A.B.)





