Perspectivas para 2004 são positivas
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quinta-feira, 24 de julho de 2003
Adriana Chiarini<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro A agência de promoção de investimentos estrangeiros no País, Investe Brasil, tem 20 projetos de empresas estrangeiras que já escolheram o Brasil como local para investir. Se consumados, eles significarão a entrada de cerca de US$ 3 bilhões. Desses projetos, seis são do setor de transportes e cinco de eletroeletrônicos. Os demais são dos setores de energia (dois), turismo (dois), máquinas e equipamentos (dois), agronegócio (um), metalmecânica (um) e um classificado como de infra-estrutura, que a agência preferiu não detalhar.
Segundo o diretor da Investe Brasil, Clementino Fraga, há também várias consultas de estrangeiros à agência sobre diversos setores, principalmente turismo e energia. Segundo Fraga, os estrangeiros estão muito interessados no País e, no ano que vem, esse tipo de investimento, que este ano deve ficar entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões, pode voltar a superar US$ 15 bilhões.
Os investidores estariam aguardando o crescimento econômico e a definição de marcos regulatórios, especialmente em setores como energia e saneamento. ''Se acertarmos o marco regulatório, acho que o investimento vai crescer muito'', afirma. Por outro lado, alerta Fraga, se a indefinição persistir por muito tempo há risco de empresas estrangeiras retirarem investimentos.
Comentando que a entrada líquida de investimentos diretos estrangeiros (IDE) foi de US$ 3,49 bilhões no primeiro semestre, Fraga disse que esse número pequeno reflete ainda a grande incerteza ocorrida na fase eleitoral sobre o atual governo. ''Essa incerteza já acabou, então espera-se um número maior no segundo semestre'', disse.
A redução do fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil é em grande parte causada pela queda deste tipo de investimento no mundo. O fluxo de IED no mundo caiu de US$ 1,492 trilhão no ano 2000 para US$ 534 bilhões em 2002, segundo dados da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad). A participação do Brasil nesse fluxo, que já superou 4% em 1998, caiu para menos de 2,5% em 2000, mas subiu em 2001 e 2002, atingindo 3,18% no ano passado. ''O Brasil continua sendo um dos países que mais atraem investimento direto no mundo'', afirmou Fraga. Segundo a Unctad, o Brasil só perde para a China na atração de investimentos.


