PERSPECTIVAS
Pequena indústriaO primeiro trimestre do ano que vem deve registrar um elevado índice de insolvência e demissões entre os micro e pequenos empresários. De acordo com a avaliação do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), as medidas anunciadas pelo governo na última segunda-feira para facilitar a vida das pequenas empresas terão um impacto pouco significativo e não conseguirão aliviar o sufoco deste segmento. Para o diretor do departamento de economia do Simpi, Pedro Zequini, as pequenas empresas devem abrir o ano de 98 com dívidas e problemas financeiros. O Simpi orienta os micro e pequenos empresários a evitarem a utilização do sistema financeiro e a não acumularem estoques, nem demitirem funcionários, pois o custo das demissões é muito elevado. Investimentos devem ser adiados.
AutopeçasA indústria de autopeças vai investir menos e demitir mais no próximo ano. O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças) distribuiu o resumo do desempenho anual do setor e expectativa para 1998 e revelou que o volume de investimentos vai ser reduzido de US$ 1,8 bilhão para US$ 1,6 bilhão. O número de empregos diretos vai cair dos atuais 193 mil para 188 mil. A previsão indica que a atividade do setor deve seguir um rumo contrário do que vinha registrando antes do pacote fiscal.
MontadorasAs montadoras esperam, por conta do ajuste fiscal, queda de venda de carros de 47% neste mês, 37% em dezembro e 25% ao mês entre janeiro e abril, segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Favaretto. A redução nas vendas do primeiro semestre do próximo ano vai somar 15% na comparação com os primeiros seis meses de 1997. Até o anúncio do ajuste, eram vendidos no Brasil 143 mil veículos por mês.
Revendas VWAs distribuidoras Volkswagen devem registrar uma queda de 40% nas vendas em novembro e dezembro. Para o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores da marca, Paulo Simões, o aumento do IPI em 5% para automóveis e da taxa de juros não aumentará a arrecadação, como prevê o governo, por causa da queda de vendas. E significará a demissão de 7.500 dos 55 mil funcionários ligados à rede.

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