Permissionários reclamam de estrutura precária
A reportagem da FOLHA conversou com permissionários que adquiriram os boxes licitados essa semana. Apesar do investimento, eles relataram que isso só foi possível porque já conhecem bem o negócio e que a Ceasa não oferece uma boa infraestrutura para novos investidores que querem apostar no mercado de hortifrutigranjeiros.
O permissionário Jovair Mendes de Oliveira, da Distribuidora Mendonça, trabalha com limão, tomate e laranja em seu box e está há 15 anos na central londrinense. Para ele, a crise afasta novos negócios e quem adquiriu os espaços ofertados, como é o caso dele, já sabe trabalhar no mercado efetivamente. "Peguei um box para trabalhar como depósito porque, de fato, estava precisando", salienta.
Sérgio José da Silva, da Yokozawa e Silva, concorda com Oliveira. Além da infraestrutura ruim da Ceasa de Londrina, a qual considera precária, ele comenta que o movimento caiu bastante nos últimos 12 anos, principalmente de clientes do Mato Grosso do Sul e outras regiões do estado de São Paulo. "A produção local diminuiu e isso também influenciou na queda da vendas. Muitos também estão procurando a Ceasa de Maringá, que atualmente está mais fortalecida que a de Londrina", comenta.
O permissionário, que também adquiriu um box na última licitação para ter um local de estoque, ainda relata que a rentabilidade dos comerciantes está enfraquecida e que muitos estão passando por dificuldades financeiras na unidade de Londrina. "Outro ponto que considero que fez com que ninguém se sentisse atraído pela licitação é que a localização dos boxes ofertados é ruim. Hoje, a Ceasa está deteriorada", finaliza Silva. (V.L.)





