Perkins Engines inicia produção no PR
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sexta-feira, 10 de outubro de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Perkins Engines Company Limited uma das maiores fabricantes de motores a diesel e a gás do mundo oficializou, ontem, o funcionamento de sua primeira unidade fora do Reino Unido. A Perkins Motores do Brasil começou sua produção, que deve chegar a 5 mil unidades, em junho deste ano, nas instalações antes pertencentes à Detroit Motores, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Por enquanto, a unidade está apenas montando os motores de quatro cilindros (modelo 1104), com as peças que vêm do Reino Unido, mas promete iniciar, em novembro, a produção local de motores de seis cilindros (modelo 1006). Até o final do ano, a fábrica em Curitiba deverá produzir 5 mil unidades. A meta da empresa é aumentar a produção anual para 20 mil motores nos próximos anos.
De acordo com o diretor geral da Perkins do Brasil, José Moreira Neto, 30% dos componentes dos motores de seis cilindros serão nacionais. A intenção é ir aumentando gradativamente o índice de nacionalização das peças até atingir 60% percentual mínimo para que o produto final possa ser considerado nacional. Segundo ele, isso deve acontecer num prazo de um ano e meio a dois anos.
A estratégia da Perkins ao instalar uma unidade no Brasil, segundo Moreira Neto, é de ficar mais próxima dos mercados consumidores. A fábrica brasileira irá atender produtores locais de equipamentos para os segmentos agrícola, de construção civil e de geração de energia. ''Nosso desafio é transformar a unidade de Curitiba em um fornecedor de classe mundial'', complementou.
O presidente da Perkins Engines Company, Michael Baunton, destacou que a instalação da fábrica em Curitiba é mais que uma estratégia de mercado. ''Demonstra nosso compromisso com o Brasil. É a nossa maneira de contribuir com o crescimento da economia do Paraná e do Brasil'', declarou.
O governador Roberto Requião (PMDB), que participou ontem da cerimônia de inauguração da Perkins do Brasil, disse que a instalação da empresa para Curitiba ''resolve o problema do desastre que foi a instalação da Detroit Motores''. A empresa era fornecedora da montadora Chrysler. Recebeu incentivos fiscais no governo anterior e desativou sua fábrica com a saída da montadora do Paraná.
Requião aproveitou a ocasião para convidar os diretores da Perkins a integrarem o Conselho Consultivo de Política Automotiva, que terá participação das montadoras de automóveis, sindicatos que representam empresários e trabalhadores do setor e representantes do governo. Segundo ele, o conselho terá o papel de transformar os incentivos fiscais em ''estímulo concreto'' para as empresas locais na produção automotiva.
A Perkins Motores do Brasil está instalada numa área de 36,7 mil metros quadrados, com 5 mil metros quadrados de área construída. A fábrica absorveu os funcionários da Detroit Motors e contratou outros seis, ficando com um quadro de 55 empregados. Por uma política da empresa, Moreira Neto não revela o valor do investimento feito na aquisição da fábrica.


