Segundo a aromaterapeuta Maria Angélica Abramo, a relação entre a molécula do aroma com o organismo humano ocorre via sentidos internos. Ela explica que existe uma placa porosa formada por enervações localizada entre a região nasal e o cérebro, que lê os aromas da mesma maneira que um sabor é assimilado pelo paladar. ‘‘Quando você percebe que sentiu um cheiro isso quer dizer entrou uma molécula neste espaço.’’
  Depois de acessado, esse sistema tem influência sobre as glândulas secretoras, que após receber os estímulos envia mensagens para o sistema límbico que é responsável liberar substâncias com objetivo de promover curas no organismo. ‘‘Essa é a função de glândulas como a pituitária e a tireóide. Elas secretarem os remédios.’’, completa.
  Quanto ao uso de incensos, a aromaterapeuta alerta que as substâncias contidas na maioria das opções disponíveis irritam as narinas e são cancerígenas. As variedades existentes no mercado são consideradas artificiais se comparadas aos originais utilizados por indianos ou japoneses. ‘‘Eles não são naturais, porque os legítimos são feitos de ervas e raízes moídas. Por isso custam mais que os disponíveis que costuma ser artificiais’’, alerta.
  Além dos difusores elétricos e à vela, que utilizam as essências como matéria-prima, a aromaterapeuta dá uma dica para deixar a casa com um cheiro mais agradável. ‘‘A alternativa mais barata é diluir as essências em água e borrifar pelo ambiente para deixar o lugar mais agradável, sem precisar recorrer à fumaça‘‘, finaliza. (R.O.)

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