''Perigo está mais perto do que se pode imaginar''
É possível manter o Paraná livre da aftosa, apesar do risco de propagação dos focos identificados, dias atrás, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Para isso é necessário maior efetividade na fiscalização, tanto nas divisas entre os Estados como nas fronteiras.
José Eduardo e Pessuti citam vários pontos de risco que deixam o Paraná vulnerável. Um deles é a Fazenda 7 Mil (Corumbataí), no município de Jardim Alegre, informa Pessuti. Lá a vacinação não foi eficiente porque o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) teria feito corpo mole, não colaborando com a vacinação na última campanha.
Pessuti calcula que existam cerca de 3 mil animais sem vacinação naquele acampamento. Ele comunicou aos órgãos responsáveis (Secretaria da Agricultura, Ministério da Agricultura e Conselho de Sanidade Agropecuária) e ainda alertou o MST sobre a gravidade do fato e a responsabilidade que pesa sobre o movimento.
José Eduardo destacou a necessidade de um controle noturno. Ele foi informado que através do município de Mundo Novo (MS) estão entrando animais de várias procedências que acabam sendo transportados até indústrias do Paraná ou Mato Grosso do Sul.
Na carta ao ministro da Agricultura, Pessuti frisa a necessidade de se preservar uma luta que envolveu entidades representativas dos produtores e órgãos governamentais com o objetivo de conquistar novos mercados e receita para o País. (O.P.)





