Perfis do negócio tornam parceria promissora
Apesar de ser um investimento com retorno no longo prazo, já que o corte de florestas plantadas leva no mínimo seis anos a partir do plantio, a aquisição de ativos florestais tem se mostrado um negócio interessante para os investidores. ''A principal atratividade da madeira é que não é preciso realizar o corte caso o preço (de mercado) esteja muito baixo. É possível postergar o corte por um ano ou mais'', destaca o presidente da Vitória Asset Management, Humberto Grault Vianna de Lima, responsável pela gestão dos fundos que investem na Florestal Brasil, empresa criada para atuar no mercado de ativos florestais.
Outra alternativa é a assinatura de contratos com prazos superiores a 20 anos (o equivalente a três ciclos de corte da floresta de eucalipto). ''Há áreas em que a melhor opção é firmar contratos de longo prazo. Em outros casos, é possível vender no mercado'', afirma Aretz, da Brazil Timber. No caso dos contratos, explica o presidente da NSG Capital, Luiz Eduardo Abreu, o preço da madeira normalmente segue uma taxa de referência, que pode ser a média móvel do valor de mercado do produto em um determinado período de tempo, o que limita grandes oscilações e ajusta os valores cobrados à tendência de preços do mercado.
Os diferentes perfis de negócio tornam a parceria entre investidores e indústrias promissora, uma vez que cada empresa pode negociar com as empresas de investimento ou os administradores de recursos condições consideradas favoráveis para ambas as partes.





