Curitiba O Paraná empregou mais em 2002 na comparação com 2001, quando se registrou variação acumulada de 3,82%. As contratações por faixa salarial ficou dividida da seguinte forma: 32% foi contratado recebendo apenas um salário mínimo. Os ganhos para 75% do empregados ficaram na faixa de um a um e meio salário mínimo e apenas 20% conseguiram ficar na faixa de um e meio a dois salários mínimos.
''O percentual ultrapassa os 100% porque o mercado demitiu gente com maior faixa salarial e contratou gente ganhando menos'', observou o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro.
A mudança no perfil das pessoas que entraram em maior número no mercado de trabalho no ano passado explica a redução nos salários. Jovens de 18 a 24 anos foram os que mais conquistaram vagas em 2002 (58,33%), seguidos da faixa etária dos 15 aos 17 anos (19,12%). A geração de empregos que, historicamente, concentra-se na faixa etária dos 30 aos 39 anos, teve apenas 12,28% de participação nas vagas criadas em 2002.
Praticamente metade dos empregos gerados em 2002 (48,85%) destinou-se a trabalhadores com o ensino médio completo, o que também influenciou a baixa remuneração. Apenas 6,6% das vagas empregaram trabalhadores com formação superior.
A pesquisa do Dieese apontou, ainda, um aumento da presença feminina no mercado formal de trabalho. As mulheres, que representam 39,5% da População Economicamente Ativa (PEA) no Estado, ocuparam 43,36% das vagas abertas no ano passado.(A.L.)

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