São Paulo - O Código de Defesa do Consumidor estabelece que, caso a prestação de serviço seja malfeita ou em desacordo com o que havia sido combinado, pode-se pedir sua reexecução ou a devolução do que foi pago. Mas Chaia Schainer espera há meses a devolução dos R$ 450 pagos à uma operadora de TV via satélite por uma antena parabólica que nem sequer chegou a ser instalada. Motivo: a empresa lhe vendeu o serviço sem conferir, antes, se na região onde ela mora havia sinal.... ''Há 20 dias fiz novo contato com a empresa. Disseram que iam depositar o valor na minha conta. Até agora, nada. Estou muito aborrecida com tudo isso.''
A má prestação de serviço também parece ser marca registrada dos provedores de internet. ''Quando a conexão não ficava lenta demais, simplesmente caía, me impedindo de usar o serviço que eu estava pagando'', lembra Luciana Dorta, ex-cliente da UOL. Para cancelar o serviço foi uma peregrinação por vários ramais e tentativas de convencimento para que eu continuasse cliente. Convenceram-me a mudar a senha, mas de nada adiantou.''
Em abril, ela fez nova tentativa de cancelamento, mas acabou desistindo, tamanha a dificuldade para falar com algum atendente. ''No site constam dois telefones. Um ninguém atende. No outro, você liga e só ouve musiquinhas. O pior é que os R$ 21,90 continuam sendo debitados da minha conta.'' O UOL foi procurado pela reportagem para comentar sobre sua política de cancelamento, mas não deu retorno. (AE)

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