Curitiba - O promotor público Marco Aurélio Tavares, de Castro, recolheu amostras de alimentos da Perdigão fabricados na cidade, com a suspeita de serem transgênicos, para enviar para análise. A iniciativa foi a primeira manifestação do poder público em defesa do consumidor depois que o Greenpeace divulgou uma relação com as marcas de alimentos suspeitas de utilizarem produtos transgênicos em sua fabricação.
A Perdigão, que fabrica produtos com as marcas Perdigão e Batavo, no município de Castro foi o alvo inicial da Promotoria Pública. O material recolhido será enviado para Curitiba, no laboratório da Vigilância Sanitária do Paraná.
A escolha dos produtos para análise partiu de uma lista elaborada pelo Greenpeace, que divulgou em seu site uma relação com diversos produtos fabricados à base de soja, como embutidos, sopas, óleos e patês. Os produtos são suspeitos de serem fabricados com organismos genéticamente modificados (OGMs).
De acordo com o promotor, caso os testes sejam positivos as indústrias podem sofrer procedimentos administrativos que vão desde uma simples multa até uma ação civil pública. O promotor Marco Aurélio Tavares responde pela Promotoria Pública de Castro e também pela Promotoria de Defesa do Consumidor.
Na época que o Greenpeace divulgou a lista com os alimentos suspeitos de serem fabricados com OGMs, a Perdigão divulgou nota afirmando que possui um eficiente sistema de rastreamento junto aos seus fornecedores de soja e derivados. Além disso, a empresa busca identificar qualquer alteração nos lotes fornecidos e exclui os parceiros que não observarem as exigências estabelecidas pela Companhia.

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