Para o Londrina Convention & Visitors Bureau (LC&VB) - entidade sem fins lucrativos que tem por objetivo fomentar o turismo de eventos - a redução do número de vôos prejudicou toda a cidade. ''As reduções ocorreram devido à reestruturação da malha aérea, não por questões econômicas dos vôos. Perdemos vôos, negócios e representatividade'', argumenta Nivaldo Benvenho, presidente do LC&VB. Na sua avaliação, a queda do movimento também é prejudicial porque pode levar os órgãos competentes a não investir no terminal.
''Quando o movimento dos aeroportos for analisado, as verbas não serão priorizadas para Londrina. Essa reestruturação da malha aérea vai prejudicar a cidade a médio e longo prazo porque não vai atrair investimentos, acredito que ninguém analisou esses efeitos'', comenta Benvenho. Segundo ele, já foram registrados vários casos de palestrantes que não conseguiram participar de eventos porque seus vôos não conseguiram pousar na cidade no horário previamente marcado.
Ele ainda acrescentou que o ILS (instrumento de navegação de pousos e decolagens) foi transformado em ''bandeira política'', uma vez que o equipamento resolveria apenas 2% dos problemas. ''O problema do aeroporto é mais sério. Ele está localizado na cabeceira do Rio Tibagi, uma região propensa a nevoeiros. Acreditamos que deveríamos pensar em um aeroporto de cargas no projeto do Arco Norte'', diz.
Na sua avaliação, a cidade tem empreededores mas que pouco se articulam para conquistar benefícios. ''É difícil unir as pessoas em um objetivo comum à cidade. Falta mobilização, não temos lideranças fortes para cobrar investimentos e empreendimentos na cidade'', salienta o presidente do LC&VB. Uma ''prova'' desta questão seria a instalação do Porto Seco que, inicialmente, estava programada para junho do ano passado. ''Cambé tem Porto Seco por via férrea e aqui estamos a Deus dará'', diz. (F.M.)

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