Perdas pelas chuvas chegam a R$ 5,5 mi
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de fevereiro de 1997
Elvira Fantin Sucursal de Curitiba 
Os prejuízos provocados pelas chuvas nas lavouras do Paraná chegaram a R$ 5,5 milhões, conforme divulgou ontem o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura (Deral). O valor é refente a 28.154 toneladas perdidas de feijão, milho, soja, arroz, batata, tomate e banana.
A perda é pequena se for comparada à produção total estimada para esta safra, de 14 milhões de toneladas com um valor bruto aproximado de R$ 3 bilhões, mas é significativo para as localidades atingidas. O cálculo de R$ 3 bilhões foi feito pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) com base no valor de mercado dos grãos e algodão da safra 96/97.
De acordo com o secretário da Agricultura, Hermas Brandão, as perdas foram grandes principalmente no município de Castro, com a destruição de lavouras de feijão, e na Região Metropolitana de Curitiba, com a quebra da produção de hortigranjeiros, especialmente alface e tomate.
Como os prejuízos não foram grandes, estamos mantendo a mesma previsão inicial de colher perto de 14 milhões de toneladas, informou Brandão. Pelo relatório do Deral, as regiões do Estado que sofreram quebra de produção em consequência das chuvas foram Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Paranavaí e Umuarama.
Feijão O feijão foi uma das lavouras mais prejudicadas pela chuva. No entanto, 75% da lavoura, já estavam colhidos quando iniciou a temporada de chuva. Nos 25% restantes, a chuva comprometeu 1,5% da produção total do Estado, estimada em 384 mil toneladas.
Na Região Metropolitana de Curitiba, as chuvas destruíram totalmente 3.300 toneladas de tomate, com um prejuízo de R$ 1,15 milhão. Foram perdidas também 10% da produção de batata da região. As 12.235 toneladas destruídas pelas chuvas representam um prejuízo de R$ 979 mil.
De acordo com os técnicos do Deral, os prejuízos nas plantações de milho ficaram restritas ao município de Castro, onde as inundações em áreas de várzeas atingiram 600 hectares, ocasionando perda de 3.600 toneladas de grãos. A qualidade do milho para armazenagem também pode ficar prejudicada se as chuvas persistirem por mais tempo.
Na lavoura de soja não haverá perdas significativas, segundo a previsão do Deral. Os maiores prejuízos aconteceram também em Castro, com 200 hectares inundados e perda de 1.350 toneladas. O Deral mantém a previsão de alta produtividade e de uma safra de quase 6,5 milhões de toneladas.
Na área de fruticultura, os pomares mais prejudicados pelas chuvas foram os bananais do Vale da Ribeira e os parreirais de uvas finas na região Norte do Paraná. Em Adrianópolis, principal produtor de banana do Vale da Ribeira, 1.500 toneladas foram perdidas. No segundo semestre será realizado o replantio de 60 hectares, onde as perdas foram maiores. No Norte do Paraná, 95% da plantação de uva já haviam sido colhidas e os 5% restantes foram perdidos.
Legumes Em São Paulo, a onda altista, forçada por segmentos intermediários, durou pouco. A alegação de que as perdas pelas chuvas implicaram em reajuste de preços não foi aceita pelo consumidor. Já ocorre uma acomodação de preços.


