Perdas no varejo brasileiro chegam a 2,89% sobre o faturamento
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Andréa Bertoldi <br>Reportagem Local 
As perdas no varejo brasileiro associadas a roubos, furtos e problemas operacionais foram de 2,89% do faturamento líquido das empresas em 2014. O levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e pelo Programa de Administração de Varejo (Provar) envolveu mais de 3 mil lojas das áreas de supermercados, farmácias, lojas de material de construção e pequenos varejistas. Esta é a 15ª edição da pesquisa.
O índice de perda aumentou em relação a 2013, quando o percentual era de 2,31%. De acordo com o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo, um dos motivos para isso foi a maior tensão que vive a sociedade brasileira com a crise econômica que reflete em aumento de furtos, conluio de funcionários e perdas operacionais. O segundo é um melhor dimensionamento das perdas por parte das empresas varejistas.
A pesquisa também mostrou que as perdas no varejo são substancialmente maiores que as registradas na América do Norte (1,49%), Europa (1,27%), América Latina (1,60%) e Ásia (1,16%). Segundo Angelo, nos EUA e na Europa, as perdas são menores porque há mais investimentos.
Nos supermercados as perdas que eram de 2,52% em 2013 passaram para 2,98% em 2014. Os setores com maiores índices de perdas são padaria e confeitaria (5,58%), peixaria (4,35%), açougue (4,24%) e frutas, legumes e verduras (8,29%). A maior causa é a quebra operacional (33,35%), seguida de erros e inventário (16,59%), furto externo (16,3%) e furto interno (8,64%).
Ainda nos supermercados, as maiores perdas por quantidades são oriundas de açougue, aparelhos de barbear, bebidas alcoólicas, brinquedos, chocolates, bolachas, chicletes e balas, cigarros, desodorantes, eletroportáteis, higiene e perfumaria, laticínios, pilhas, vestuário/calçados e azeites.
O superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Valmor Rovaris, disse que os maiores problemas com perdas são furto, consumo de produtos na loja e mercadorias vencidas. A Apras não tem estimativa de perdas. E, as ferramentas que o setor tem usado para minimizar o problema são tecnologia, capacitação de pessoal e ter uma equipe específica para isso.
Nas lojas de material de construção, as perdas saltaram de 1,41% para 1,72% entre 2013 e 2014. Os maiores problemas encontrados foram erros operacionais (26%), quebras operacionais (22%) e furto interno (21%). Os itens mais furtados, em quantidade, foram lápis, pilhas, lixas, pincéis e rolos, luvas e registros, material elétrico e trenas.
Nas farmácias, o índice de perdas caiu de 1,37% em 2013 para 0,38% em 2014. Segundo Angelo, o índice diminuiu porque farmácias maiores e mais organizadas começaram a fazer parte da pesquisa em 2014. Os problemas principais foram quebras operacionais (25%), erros operacionais (19%), furto interno (15%) e furto externo (15%). Os itens mais furtados foram desodorantes, protetor solar, cartelas de comprimidos e maquiagem.


