Curitiba Os prejuízos com as perdas do trigo no Paraná em função da seca, que afetou a região Norte, e agora as geadas tardias que afetaram lavouras na região Centro-Sul do Estado, podem chegar a R$ 180 milhões. O cálculo, ainda preliminar, é das cooperativas que estão avaliando os impactos dessas perdas sobre o mercado daqui para frente. O Paraná é responsável por 60% da produção nacional de trigo.
Estima-se uma redução de 400 mil toneladas de trigo da safra 2001-2002, em consequência da estiagem e das geadas. A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento já constatou uma perda de 12% na produção esperada em função da estiagem que atingiu o Estado entre os meses de abril e maio. Com o impacto das geadas, as cooperativas estão calculando uma perda de 10% na safra estadual, que corresponde a uma perda de 200 mil toneladas.
Esse cálculo já levou em consideração a redução da produção em função da estiagem. Com isso, a estimativa de se colher uma safra de 2,2 milhões de toneladas está sendo reduzida para 1,8 milhão de toneladas, disse o analista econômico do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robsom Mafioletti. A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento ainda não divulgou o balanço oficial com as perdas do trigo.
O cálculo das perdas levou em consideração o preço atual do trigo, que está cotado a R$ 450,00 a tonelada. Segundo Mafioletti, o produtor está sendo beneficiado este ano com um preço bastante compensador. Mesmo nas regiões onde houve perdas, o analista acredita que o produtor sairá beneficiado com a elevação no preço do produto, que deve compensar as perdas em função das ocorrências climáticas.

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