O País está em plena colheita da soja. Se a previsão prevista para o Paraná se confirmar - 7,3 milhões de toneladas com produtividade de 2.773 quilos por hectare - esta será a quinta safra recorde consecutiva do produto no Estado. Para que isso aconteça, além de torcer por condições climáticas favoráveis, os produtores devem estar atentos à manutenção da colheitadeira, à regulagem da máquina e à capacitação do operador, fatores que mais pesam nas perdas durante o processo de colheita. Mesmo com a menor perda registrada no Brasil, o Paraná perdeu, na safra 97/98, 953.196 sacas por hectare, o equivalente, na época, a R$ 12 milhões ou US$ 13,8 milhões. Do total de produtores do Estado, 42% registraram perda superior a uma saca por hectare, quantidade considerada aceitável segundo padrões internacionais.
No Brasil, o prejuízo contabilizado por conta de perdas no processo de colheita da soja deve chegar a R$ 370 milhões nesse ano. Segundo dados da Embrapa, a perda média registrada em 1998, de 1,7 saca por hectare, deve somar 22,1 milhões de sacas nessa safra, o equivalente a 1,326 milhão de toneladas.
O coordenador do Programa de Redução de Desperdício de Grãos no Brasil, Nilton Pereira da Costa, diz que, apesar do prejuízo, a situação melhorou muito desde 1979 - ano em que o programa foi lançado - quando a perda chegava a quatro sacas por hectare. ‘‘A meta é chegar a uma saca por hectare em todo o Brasil.’’ A produção nacional de soja para essa safra é de 31,3 milhões de toneladas, com uma área plantada de 13 milhões de hectares.
O extensionista estadual da Emater, Antoninho Carlos Maurina, diz que a perda média de soja na colheita registrada entre os produtores assistidos pela empresa é de 0,95 saca por hectare, subindo para 1,29 saca por hectare entre o público não assistido. As menores perdas do Estado, na safra 97/98, foram registradas nas regiões de Ivaiporã, União da Vitória e Toledo, de 0,60 a 0,64 saca por hectare. As maiores perdas foram registradas nas regiões de Paranavaí, Francisco Beltrão e Pato Branco, variando entre 1,25 e 1,30 saca por hectare - região caracterizada por pequenas propriedades e pelo terreno acidentado, onde predomina o uso de máquinas alugadas.

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