Para o presidente da Corol, Eliseu de Paula, os futuros governantes precisam dar um novo tratamento para o setor produtivo. ''Falta ao nosso País maior equilíbrio entre o capital e o trabalho. É inadmissível o quanto os bancos e o setor financeiro estão faturando. Enquanto isso, o setor produtivo não suporta mais pagar tantos impostos e enfrentar as barreiras e toda burocracia da máquina estatal'', comparou.
Com relação a safra 2006/07, ele diz que há uma expectativa favorável. ''Depois da frustração das últimas safras, o produtor está acreditando numa boa colheita. Esperamos, a partir de agora, entrar numa nova fase, pois o agricultor enfrenta o sufoco das dívidas geradas pelas perdas passadas''.
Ele ressaltou que o fator determinante para esse otimismo é a previsão de que ocorrerão chuvas regulares nos próximos meses. Outra constatação importante - acrescentou -, está relacionada com a queda do custo de produção.
Especialmente nesse momento de dificuldade, Eliseu disse que a Corol lançou um plano especial de venda com a troca de produtos por insumos. ''A grande vantagem é que o produtor tem a opção de travar o custo dos seus insumos, conquistando assim segurança e fugindo dos riscos de oscilações futuras''.
O presidente da Corol acredita que a grande saída para o campo é a verticalização. ''Há muitos anos a cooperativa tem procurado ampliar a sua atuação através das agroindústrias. Temos que investir na transformação da matéria-prima e para colocar o produto diretamente na gôndola dos supermercados do Brasil e também do exterior. Essa é a saída''.
Para ele, a verticalização é necessária para alavancar a atividade primária. Nos Projetos Integrados desenvolvidos pela Corol - explica - o cooperado não é um mero fornecedor de matéria-prima, mas é o dono da agroindústria, participando integralmente dos resultados industriais após a comercialização dos produtos. ''Com isso o associado ganha segurança, liquidez e rentabilidade'' garante.

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