Perdas do comércio e de financeiras caíram em julho
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de agosto de 1998
Agência Folha 
As perdas do comércio e das instituições financeiras que operam com crédito direto ao consumidor continuam em queda. A conclusão é de levantamento da Servloj, empresa que atua no setor. Em julho passado, o índice de atrasos acima de 180 dias - quando o crédito é considerado perdido - ficou em 9,35%, contra 9,65% no mês anterior. Essa inadimplência, em contratos administrados pela Servloj, chegou a 11,20% em fevereiro.
Esses índices referem-se à parcela do valor das prestações que deveriam ter sido pagas seis meses antes e não foram quitadas até o mês em questão. De cada R$ 100 vencidos em janeiro deste ano, R$ 9,35 estavam pendentes em julho. Os atrasos até 30 dias ficaram em 28,70% em julho passado, pouco abaixo dos 29,22% em julho. Essa inadimplência mais curta costuma ser influenciada até pelo descompasso entre o pagamento do salário e o vencimento da prestação.
Os atrasos graves, que provocam perdas definitivas para o credor, estão mais altos desde o ano passado. Em julho de 97 o índice já era de 8,58%, bem acima dos 5,76% em igual mês do ano anterior. O recorde do Plano Real e da história recente alcançou 11,44%, em novembro de 95.
Na análise da Servloj, a escalada da inadimplência no comércio foi contida por políticas de crédito mais rigorosas. Mas o desemprego atua em sentido contrário.


