A quebra de produção do milho safrinha no Paraná provocada pela estiagem prolongada já é de 50%. Em Maringá os prejuízos são irreversíveis atingindo 100% das lavouras. A informação é da agência Safras e Mercados ao avaliar que as perdas chegam a R$ 82 milhões com a redução de 750 mil toneladas. Na região Oeste, as perdas superam a 70%. Para Paulo Molinari, da agência S&M, a frustração da safra do milho safrinha tende a se agravar porque o que não for perdido, terá sua qualidade comprometida com apresentação de espigas pequenas e padrão do grão muito ruim.
O impacto dessa perda será sentido a partir de julho, quando o milho deveria ser colhido. No momento, o preço do grão tende até a cair com o fim da comercialização da soja e a movimentação de venda se volta para o milho da safra normal. Segundo Molinari cerca de 60% da produção ainda se encontra na mão dos produtores e eles estão tentando segurar o máximo possível o produto, esperando uma reação nos preços. A saca do produto em lote está custando R$ 7,00 em Ponta Grossa e entre R$ 6,70 e R$ 6,80 a saca na região Norte. Molinari reconhece que as notícias sobre a quebra da safrinha impediram uma queda ainda maior nos preços do milho.
O técnico da Secretaria da Agricultura, Renato Ivan Correia, estranhou que o mercado não tenha reagido às informações de quebra da safrinha. Para explicar esse comportamente ele acredita que os grandes compradores não querem carregar o estoque. Como Molinari, da agência Safras e Mercados, Correia concorda que o mercado de milho vai se definir no segundo semestre. Ele ressalta que a tendência é de alta já que as cotações da Bolsa de Mercadorias e Futuros aponta o fechamento de contratos para novembro a R$ 8,45 a saca.

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