Perda inevitável
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quinta-feira, 28 de abril de 2016
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná (Seab) divulgou ontem pela manhã a primeira estimativa de safra após o período de estiagem que assolou boa parte do território paranaense, antes da chegada da frente fria e chuva torrencial desta semana. A retração prevista se confirmou, principalmente quando se trata do milho safrinha, que não deve bater o recorde histórico estimado anteriormente.
Segundo o levantamento, a safra do grão deve atingir a marca de 12,4 milhões de toneladas, queda de 3,8% frente as 12,9 milhões de toneladas do relatório anterior. No caso da soja, o número sofreu retração de 8%, com prévia atual de 16,7 milhões de toneladas da oleaginosa. "Ainda temos 88% da lavoura de milho suscetível a essas grandes variações de temperatura. Portanto, os números do próximo mês podem, de fato, ter uma nova redução", explica o técnico do Deral Marcelo Garrido.
Segundo relatório, as altas temperaturas e a falta de chuvas das últimas semanas prejudicaram várias lavouras de milho safrinha em Jacarezinho (Norte Pioneiro), por exemplo, "favorecendo baixa população de plantas e má formação de espigas. As chuvas dos dia 25 e 26 variaram na marca de 32 e 56 milímetros (mm), porém tardiamente para alguns produtores, que precisaram acionar o seguro rural".
LONDRINA
Em Londrina, os técnicos confirmaram que as lavouras do grão sentiram a falta de chuva, que totalizou exatos 24 dias. As áreas com o plantio mais cedo foram as mais prejudicadas. O relatório também aponta a ocorrência de acamamento do milho devido ao vento que antecedeu a chuva recente, que oscilou entre 40mm a 60mm no primeiro dia. O deficit hídrico estimado no solo era de 70mm.
Vale dizer ainda que o mercado do milho continua bastante aquecido, o que tem atrapalhado a compra de quem necessita do produto, caso de empresas e produtores do setor avícola e suínos. Na região de Wenceslau Braz, a saca de 60kg atingiu a marca de R$ 48 e mesmo assim há dificuldade do fechamento de negócios, já que produtores que possuem milho estocado em cooperativas estão segurando o produto com a expectativa de receber melhor oferta. Na média geral do Estado, a saca referente ao mês de março foi comercializada a R$ 34,26, alta
de 60% comparado ao mesmo período do ano passado, quando fechou em R$ 21,34.


