Perda do poder aqusitivo derruba consumo interno
A Confederação Nacional da Agricultura está apontando queda no consumo interno da carne bovina - estimado em quase 36 kg per capita/ano - e debita o fato à perda de poder aquisitivo da população.
Em 1992 o consumo per capita/ano de carne bovina era de 25 kg. Teve um boom no início do Plano Real e em 1994 foi para 35 kg habitante/ano, chegando a 39 kg em 1996. Embora discutíveis, esses números expressam aumento na demanda, que foi uma realidade.
Mas o poder aquisitivo sofreu visível queda. O salário mínimo (R$ 180,00), em dólar (R$ 2,32 esta semana), não passa de US$ 77,59/mês. Em janeiro de 1999 o salário mínimo, a R$ 130,00, correspondia a US$ 107. A queda, na paridade do dolar, foi de 28%. A carne de frango, ao contrário do boi, mantém-se na ascendente: pulou de 15,7 kg per capita/ano, em 1991, para 30,6 kg per capita/ano em 2000.
A carne de boi teve outros concorrentes - além do melhor preço do frango e suíno - fora do setor alimentício. Às pessoas são induzidas a economizar para adquirir outros bens, geralmente em moda, como telefone celular, substituição do computador e outros, analisam os especialistas. Na somantória, isto transparece na redução do consumo de um ou outro item. No caso da carne, porém, o grande adversário foram a queda de poder aquisitivo dos consumidores e a abundância de itens alternativos, puxados por outras carnes, como a de frango.





